sábado, outubro 24, 2009

MAGNUM - Santiago Alquimista - Lisboa - 20 Out 2009 (Reportagem + Fotos)


Quase duas décadas depois, os lendários Magnum voltaram actuar no nosso país. O espectáculo da passada Terça-feira, trouxe a banda britânica apresentar o novo álbum "Into The Valley Of Moonking" no Santiago Alquimista em Lisboa.

Com mais de 35 anos de carreira, esta instituição do hard rock épico levou ao delírio todos aqueles que se deslocaram nesta noite à sala lisboeta.

A banda liderada por Bob Catley e Tony Clarkin (ambos com 61 anos de idade), apresentou-nos a sua actual tour em promoção ao novíssimo "Into The Valley Of Mooking". Aliás, o reportório da desta nova digressão europeia, concentra-se essencialmente na apresentação de temas dos excelentes álbums mais recentes. Só do último, foram tocados seis.

Desde a sua estreia discográfica em 1978 com "Kingdom of Madness", até hoje 14 grandes trabalhos foram lançados pelos Magnum. Por isso mesmo, muitos clássicos forçosamente ficaram de fora. Exemplo disso, foi "Lonely Night". Um dos mais pedidos da noite pelos fans portugueses, o que espantou até a própria banda.

Dos clássicos, digamos assim, foram apresentados do álbum "One a Storyteller´s Night" (1985) "Les Morts Dansant". Este tema provocou emoção tal nalguns dos presentes, que chegaram mesmo a subir ao palco abraçando o carismático vocalista Bob Catley. Com a mesma emoção foi recebida "All England´s Eyes" do mesmo album, e em representação do trabalho "Vigilante" (1986), trouxeram-nos o inevitável tema título. Já no encore a épica com mais de 10 minutos "Don´t Wake the Lion", a única do álbum "Wings of Heaven" (1988), e o clássico dos clássicos "Kingdom of Madness" da estreia em 1978.


O que pedir mais de uma banda com esta longevidade, e com esta entrega em palco ? Com certeza, ninguem saíu defraudado. Foi vivido mais um momento histórico, com a presença destas lendas vivas em Portugal. Certamente que muitos, estariam à espera de ver executados e escutar temas mais clássicos. Certo porém, os Magnum estão bem vivos, e os novos temas não ficam nada atrás. Aproveitem, e escutem o novo álbum !!!

Já agora...
Será que sobreviria, se falta-se ao concerto dos Magnum ?
_Sim, mas não seria a mesma coisa... Realmente, valeu a pena !!!

Um abraço a todos os presentes.
Toca a comentar!!!

Formação:
Bob Catley — Vocais
Tony Clarkin — Guitarra
Al Barrow — Baixo
Harry James — Bateria
Mark Stanway - Teclados


Alinhamento:
1.Cry To Yourself --- Into The Valley Of The Moonking (2009)
2.Take Me To The Edge --- Into The Valley Of The Moonking (2009)
3.Brand New Morning --- Brand New Morning (2004)
4.The Moonking --- Into The Valley Of The Moonking (2009)
5.When We Were Younger --- Princess Alice And The Broken Arrow (2007)
6.No One Knows His Name --- Into The Valley Of The Moonking (2009)
7.Dragons Are Real --- Princess Alice And The Broken Arrow (2007)
8.A Face In The Crowd --- Into The Valley Of The Moonking (2009)
9.We All Run --- Brand New Morning (2004)
10.Les Morts Dansant --- On A Storytellers Night (1985)
11.All My Bridges --- Into The Valley Of The Moonking (2009)
12.All England's Eyes --- On A Storytellers Night (1985)
13.Vigilante --- Vigilante (1986)
Encore:
14.Don't Wake The Lion --- Wings Of Heaven (1988)
15.Kingdom Of Madness --- Kingdom Of Madness (1978)


Texto e fotos: Carlos Santos

sábado, outubro 10, 2009

Moonspell e A Silent Film na luta contra o cancro


Secondhand Serenade é outra das bandas presentes no Pinktober, evento a realizar no Hard Rock Cafe Lisboa em Outubro.

Os portugueses Moonspell, os ingleses A Silent Film e o projecto do norte-americano John Vesely, os Secondhand Serenade, são as bandas confirmadas para o Pinktober, evento a realizar no Hard Rock Cafe, em Lisboa, durante o mês de Outubro.

O Pinktober tem como objectivo a angariação de fundos para a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC). Os bilhetes estão à venda em exclusivo no Hard Rock e as receitas reverterão a favor da LPCC.

As datas dos concertos:

11 de Outubro - Moonspell
21 de Outubro - Secondhand Serenade
27 de Outubro - A Silent Film

In: IOL Música

Aerosmith: Joe Perry e Steven Tyler de costas viradas


Guitarrista lança novo disco a solo com canções que o vocalista não quis gravar.

Os norte-americanos Aerosmith atravessam um período difícil de uma carreira com já quarenta anos. O guitarrista Joe Perry e o vocalista Steven Tyler não falam um com o outro e parecem mesmo andar de costas viradas.

Em entrevista à agência Reuters, Joe Perry contou que muitas das canções presentes no seu novo álbum a solo podiam ter sido gravadas com os Aerosmith, mas Steven Tyler não se mostrou interessado.

«Estou no meu estúdio todos os dias, a escrever música, e por alguma razão ele quer compor com pessoas como o Mark Hudson e outros. Não tenho explicação para isso», lamentou o guitarrista de 59 anos.

A dupla não compõe uma canção nos Aerosmith há dez anos. Perry acrescentou mesmo que recebeu feedback positivo do resto da banda em relação ao seu novo álbum a solo, «Have Guitar, Will Travel».

«Não sei se o Steven ouviu o disco. Nem sei se ele ouviu o último até ao fim», desabafou.

O segundo trabalho a solo de Joe Perry chegou às lojas norte-americanas esta semana. O guitarrista canta também em alguns dos temas, contando ainda com a participação do alemão Hagen Grohe, vocalista que foi descoberto pela mulher de Perry através do YouTube.

Quanto aos Aerosmith, a banda tem agendados dois concertos no Havai para o final do mês de Outubro. Este será o regresso do grupo aos palcos depois da interrupção da digressão em Agosto, quando Steven Tyler caiu em palco e fracturou um ombro.

In: IOL Música

segunda-feira, outubro 05, 2009

CONCERTO DO MÊS DE OUTUBRO EM PORTUGAL : MAGNUM


Os britânicos Magnum, que recentemente editaram "Into The Valley of Moonking", apresentam-se ao vivo no Santiago Alquimista a 20 de Outubro.

Um concerto inserido na tournée europeia de promoção ao novo registo de originais que fará a delícia dos fãs desta marcante banda, que definiu o seu próprio estilo, dentro do rock melódico inglês de aproximação ao progressivo, numa sólida carreira de mais de três décadas.

Os Magnum são, sem dúvida, uma das bandas mais marcantes do género do Reino Unido e prova disso, é a sua projecção além fronteiras.

Mark Knopfler lança novo álbum a solo


Mark Knopfler continua agarrado às cordas da sua guitarra, que maneja com a mesma destreza do início da sua carreira nos Dire Straits. O músico e compositor acaba de lançar mais um álbum a solo, «Get Lucky».

No seu novo projecto, o escocês volta a dar rédea solta à sua paixão pelo folk, pela música celta e pelo blues. Na maioria das canções, Knopfler recorda a sua infância e adolescência, fase de «desejo e frustração» nas suas palavras, no entanto, garante que «não é uma questão de nostalgia».

Se tudo fosse uma questão de saudade, provavelmente o músico também ponderava voltar a reunir-se com a sua antiga banda, como tantos grupos lendários o têm feito ultimamente.

«Seria demasiado grande e problemático. O que faço agora é mais interessante. É mais fácil ser cantor-autor, dedicar-me a compor, gravar, actuar por aí de vez em quando», explicou o compositor, citado pelo site espanhol 20Minutos.

Knopfler, que está na posição 27 da lista da Rolling Stone com os melhores 100 guitarristas da história, aproveitou ainda para dizer que está a tornar-se um velho rabugento e obsessivo, mas que sente que é necessário «ser um pouco obcecado para conseguir fazer as coisas».

In: IOL Música

sexta-feira, outubro 02, 2009

Quarenta anos desde o início do Heavy Metal

1969. Um ano com vários factos marcantes, como a chegada do homem à lua. No mundo da música, mais especificamente no rock, os Beatles terminariam definitivamente sua existência, com o lançamento de sua última obra-prima, “Abbey Road” (posteriormente ainda sairia “Let It Be”, mas já com a banda dissolvida); os The Who entregavam-nos a sua magistral ópera-rock “Tommy”; os Rolling Stones, que ainda enfrentavam a ressaca após a misteriosa morte de Brian Jones, realizaram o fatídico concerto gratuito no autódromo de Altamont e lançavam “Let It Bleed”. Tivemos o acontecimento do antológico festival de Woodstock, marcando o auge e também o início da decadência do movimento flower-power da contracultura hippie. No Vietnãm, batalhas cada vez mais sangrentas, ao mesmo tempo em que a guerra fria vivia os seus dias mais austeros. No meio de dias tão turbulentos, despontam no cenário musical algumas bandas com uma sonoridade mais agressiva, que são tidas até hoje como os pilares do heavy metal. Dentro delas destaque para Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple, autoras de discos que se tornariam as “bíblias” da mais pesada vertente do rock and roll.

O INÍCIO

O termo heavy metal ganhou força definitiva na década de 1980, com o surgimento da “New Wave Of British Heavy Metal”, mas a história do gênero é bem mais antiga. Com relação aos média, embora o termo “música pesada” (“heavy music”, em inglês) já tivesse sido usado antes (para classificar o som dos Iron Butterfly, por exemplo), a primeira vez que se tem conhecimento que a expressão heavy metal foi realmente usada foi num review de Mike Saunders sobre o álbum “Safe As Yesterday Is”, dos Humble Pie, publicado na revista Rolling Stone na sua edição de novembro de 1970. Musicalmente, o metal começou ainda um pouco antes, com algumas opiniões controversas a respeito disso.

O marco inicial do metal para muitos deu-se em 1968, quando os Beatles gravaram “Helter Skelter” o seu famoso e controverso Álbum Branco. Os motivos que dão base a esta tese são muitos: as guitarras saturadas e estridentes, o vocal “berrado”, a própria levada da música... Como se não bastasse, a canção composta por sir Paul McCartney (cujo título pode ser traduzido como confusão, algo fora de controlo) foi citada pelo famoso Charles Manson como fonte de inspiração (?) para cometer o assassinato de Sharon Tate, esposa grávida do cineasta Roman Polanski, diretor de “O Bebé de Rosemary” – entre outros disparates que o levaram gradativamente a chegar ao crime, ele acreditava que o quarteto de Liverpool eram os quatro cavaleiros do apocalipse (!!!), e que a letra de “Helter Skelter” representava a batalha do juízo final (!!!!!). Na verdade, a música refere-se a um tobogã popular nos parques de Inglaterra, onde se escorregava de forma meio descontrolada, e foi uma espécie de resposta aos The Who, cujo guitarrista Pete Townshend havia dito numa entrevista que a sua canção “I Can See For Miles” era a mais barulhenta já gravada. Mas isso já é assunto para uma outra longa história...

Outros clamam que a semente do metal tem outra origem. Ainda naquele ano, pela primeira vez usou-se o termo heavy metal numa música, na letra da lendária “Born To Be Wild”. Inicialmente, a canção escrita por Mars Bonfire (nome real do guitarrista Dennis Edmonton), quando ainda integrava os The Sparrows, chegou a ser oferecida a outros artistas, como o grupo The Human Expression, mas a honra de gravá-la acabou por ficar para sua nova banda, os Steppenwolf. Tornou-se famosa por ser escolhida como música tema do filme “Sem Destino” (1969), com Peter Fonda, Dennis Hopper e Jack Nicholson, os seus versos comparavam o barulho de uma moto a um trovão de metal pesado, “heavy metal thunder”. Relatos do próprio Mars dão conta de que a sua inspiração para compor foi um poster visto numa vitrine de uma loja em Hollywood, com uma Harley Davidson na estrada e a expressão “Born To Ride” cravada no asfalto.

Há ainda uma terceira corrente, que recai sobre um power trio que tocava mais alto e era mais barulhento do que qualquer banda da época, os Blue Cheer, cujo nome foi retirado de um poderoso tablete de LSD que circulava pela Califórnia naqueles dias. Originalmente um sexteto, após a debandada de metade da banda, os três membros remanescentes Leigh Stephens (guitarra), Paul Whaley (bateria) e Dickie Peterson (baixo e vocal) decidiram aumentar o volume no máximo, para nas apresentações preencher o vazio deixado pelos ex-companheiros. O seu blues-rock extremamente amplificado fez sucesso com uma versão de “Summertime Blues”, de Eddie Cochran, registada no seu álbum de estréia de 1968, que levava o curioso nome de “Vinceptus Eruptum”, que continha ainda a ótima “Rock Me Baby” e a longa e chapadona “Doctor Please”. Curiosamente, com o decorrer da sua carreira os Blue Cheer foram polindo o seu som e diminuindo o volume cada vez mais, num caminho inverso à tendência que o rock seguiria. Alguns hoje classificam o estilo como “stoner rock”, outros como metal.

Se formos voltar ainda mais um pouco no tempo, temos outros momentos que são lembrados e citados também, como a primeira música a apresentar distorção nas guitarras, “You Really Got Me”, dos The Kinks, de 1964 (aquela mesma posteriormente regravada pelos Van Halen no seu disco de estréia). Muitos especialistas chegam até mesmo a elencar o lendário Cream, de Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger Baker, como pais do som pesado (hipótese a ser considerada, principalmente com relação às elétricas performances ao vivo do trio), bem como os próprio The Who, que além de tocarem alto, partiam tudo em palco, literalmente. Mas, por fim, todos os caminhos acabam sempre por nos levar ao mesmo denominador comum, apontando para as três bandas que dão título a esta matéria como os grupos seminais do estilo.

LED ZEPPELIN

Os Led Zeppelin foram uma banda que desde o início já tinha cara de super grupo, afinal era formado pelo ex-guitarrista dos Yardbirds, Jimmy Page, junto ao polivalente e conceituado músico de estúdio John Paul Jones, tendo ainda o exímio John Bonham nas baquetas (com sua incrível capacidade de conciliar peso e swing na medida certa) e a grande revelação Robert Plant nos vocais. Vale lembrar, como curiosidade, que os Zeppelin receberam o nome após uma piada dos eternos e saudosos Keith Moon e John Entwistle, dos The Who – certo dia, os dois estavam junto a Jimmy Page e Jeff Beck, cogitando a possibilidade de fazerem um som juntos, e em certo momento Moon disse que essa banda descolaria tão bem quanto um balão pesado, onde completou Entwistle: “um zepelim de chumbo”.

Contratados pela Atlantic Records, lançam em 1969 seu début, que levava o nome do próprio grupo e fora produzido pelo próprio guitarrista Jimmy Page (com assistência de Glyn Johns, como engenheiro de som). Já tínhamos nele uma boa amostra do que viria pela frente na sua brilhante carreira: alternavam-se canções com guitarras pesadas e uma forte pegada de bateria, como em “Communication Breakdown”, “Good Times, Bad Times” e “Dazed And Confused”, com belas dobradas de guitarra e baixo, tal qual se ouve na fantástica faixa de encerramento, “How Many More Times”, belos temas acústicos, como “Black Mountain Side”... Havia ainda regravações de temas de blues, como “You Shook Me” e “I Can’t Quit You”, de Willie Dixon. O álbum foi gravado numa mesa de quatro canais, com os quatro a tocar ao mesmo tempo, aproveitando-se do reverb e eco que o estúdio produzia, gerando um som único. Num tom de total reverência, Tom Hamilton, baixista dos Aerosmith, disse uma vez: “na primeira vez que ouvi o primeiro álbum dos Zeppelin, tive a sensação de que Deus estava saindo pelas colunas de som”. Embora a crítica especializada da época não tenha dado muita bola, foi um grande sucesso de vendas.

Como se não bastasse, no mesmo ano ainda chegava às prateleiras outra pedra preciosa que daria continuidade a tudo: “Led Zeppelin II”, produzido novamente por Jimmy Page (agora com Eddie Kramer como engenheiro, notório colaborador de Jimi Hendrix). Alguns seguidores da banda preferem este álbum ao primeiro, afinal ele trazia de cara “Whole Lotta Love”, e tinha ainda no decorrer do disco “Heartbreaker”, “The Lemon Song”, “Living Lovin’ Maid”, “Moby Dick” (com direito ao fantástico solo de bateria de John Bonham), a belíssima balada “Thank You”, “Ramble On”, e “Bring It On Home”, que fechava com chave de ouro. Fã confesso da banda, Steve Vai conta que decidiu tomar aulas para aprender a tocar guitarra quando ouviu pela primeira vez “Heartbreaker”. O álbum foi gravado em vários estúdios diferentes, nos intervalos entre um ou outro concerto da turnê do seu primeiro trabalho. John Paul Jones cita que muitas das idéias e riffs surgiam no palco, principalmente nos longos improvisos de “Dazed And Confused”. Foi também o primeiro álbum a atingir simultaneamente o número um das tabelas nos EUA e em Inglaterra.

Os Zeppelin fizeram história. Praticamente toda a sua discografia é tratada como obra-prima. Sobre os músicos, o que dizer mais? Os seus grandes e exóticos arranjos e sua extensa exploração de afinações alternativas, Page logo galgou lugar junto aos deuses da guitarra – quem nunca ficou embasbacado ao ouvir os seus riffs e solos inspirados, ou ao vê-lo empunhando um arco de violino para tirar sons inimagináveis do seu instrumento? John Paul Jones é admirado cada vez mais por sua versatilidade e capacidade musical, Robert Plant é, sem dúvidas, uma das maiores vozes da história do rock, e John Bonham até hoje é referência para qualquer cidadão que ouse segurar uma baqueta – uma pena que nos tenha deixado tão cedo.

BLACK SABBATH

Após alguns anos a tocar blues em clubes locais e sem muito dinheiro ou repercussão, o quarteto da cidade industrial de Birmingham chamado Earth dá uma guinada na sua carreira em 1969. Mudam o nome para Black Sabbath, inspirados num filme de terror com Boris Karloff que levava este nome, e passam a apostar numa sonoridade mais arrastada e assustadora. Com sua guitarra SG saturada e cortante, Tony Iommi já demonstrava, desde o início, ser o mestre dos riffs. Ozzy Osbourne podia não ser o melhor vocalista do mundo, mas já era dono de um carisma inigualável. A cozinha formada por Terry “Geezer” Butler e Bill Ward era ainda bastante coesa e inspirada. Foi apenas questão de tempo então até conseguirem afirmar-se no cenário. Após algumas apresentações com o novo nome e a divulgação de um single (“Evil Woman”), conseguem um contrato com a gravadora Vertigo para lançar o primeiro trabalho, que fora gravado e misturado em, acreditem, apenas três dias, tendo a produção assinada por Rodger Bain.

Para dar uma atmosfera mais sombria, o ótimo disco de estréia, que levava o próprio nome da banda, foi lançado numa sexta-feira 13, em fevereiro de 1970. A capa do álbum já era extremamente assustadora para a época (na época, muitos juravam ser uma foto real de uma bruxa). Ao colocar o vinil a rodar, então, muitos já sentiam todos os calafrios possíveis: a introdução da faixa “Black Sabbath”, que dava início a tudo, com aquele barulho de sino ao fundo de uma chuva torrencial, precedia um riff magistral de guitarra (tocando o que no mundo medieval era chamado de “a escala proibida”, pois acreditava-se que aquela sequência de acordes o demônio era invocado). Era de arrepiar até os mais céticos. E quando Ozzy começa a cantar “O que é isso que se depara diante de mim?”... Mas o álbum não se resume apenas a isso, afinal ele tinha ainda outros grandes momentos, como a clássica “N.I.B.” (alguém se arrisca sobre o que significa a sigla?), “The Wizard”, “Wicked World”... A produção crua ajudava ainda mais no clima. A crítica especializada, entretanto, caiu matando. O famoso Lester Bangs (o mesmo que foi retratado no filme “Quase Famosos”) citava no seu comentário: “parece com os Cream, só que muito piorado”. De qualquer forma, conseguiu boa repercussão.

Após alguns concertos, os Sabbath voltariam a estúdio ainda naquele mesmo ano. Com várias canções prontas, compostas durante a turnê (como era praxe na época), reúnem-se com o produtor Rodger Bain e, em poucos dias novamente, gravam o seu segundo álbum e aquele que, para muitos, é sua melhor obra até hoje. Inicialmente o vinil levaria o nome de “War Pigs”, a clássica faixa que abre o trabalho, num protesto claro contra a guerra do Vietnãm – tanto que a capa trazia um soldado estilizado, de capacete, espada e escudo nas mãos. Com medo de alguma represália ou censura, atendem aos pedidos da editora e mudam o nome, baptizando-o com o título de uma nova canção que, segundo o baterista Bill Ward, foi totalmente composta em pouco mais de vinte minutos no próprio estúdio: “Paranoid”. Compõem o registro, ainda, a psicadélica “Planet Caravan”, a antológica “Iron Man” (e um dos riffs de guitarra mais tocados até hoje na história), a instrumental “Rat Salad”, “Electric Funeral”, “Fairies Wear Boots”... Que disco, não? Não é à toa que Billy Corgan, dos Smashing Pumpkins, declarou: “ouvir os primeiros discos dos Black Sabbath foram os momentos mais sublimes da minha vida”. Como não poderia deixar de ser, a carreira dos Sabbath daí pra frente engrenou de vez, tendo criado ainda outras grandes obras, seja com Ozzy ou sem ele, até os dias atuais – mesmo usando outro nome, para evitar conflitos judiciais.

DEEP PURPLE

Embora só tenham conhecido de facto sucesso em 1970, os Deep Purple já tinham uma boa história pra contar. Formados em 1966, o quinteto trazia na sua formação nos primeiros trabalhos de estúdio os fundadores Ian Paice na bateria, Jon Lord nos teclados e Ritchie Blackmore nas seis cordas, tendo a completar a equipa o vocalista Rod Evans e o baixista Nick Simper. O nome do grupo, como se sabe, foi retirado de uma antiga canção romântica que a avó de Blackmore gostava bastante. Contratados pela Harvest, gravadora subsidiária da gigante EMI, lançaram três álbuns de estúdio, “Shades Of Deep Purple”, “The Book Of Talesyn” e “Deep Purple”. Tiveram um único e modesto hit, a regravação de “Hush”, de Joe South, que fazia parte de seu primeiro trabalho – que continha ainda covers de “Help!”, dos Beatles, e “Hey Joe”, popularizada por Jimi Hendrix.

Em 1969 ocorre uma mudança crucial no histórico da banda: a entrada dos ex-membros do Episode Six, o vocalista Ian Gillan e o baixista Roger Glover, substituindo Evans e Simper. Lançam o ousado álbum ao vivo “Concert For Group And Orchestra”, gravado no Royal Albert Hall, já com a nova formação, mas não conseguem muito êxito comercial. Porém nos palcos a sua reputação era cada vez mais elogiada, com comentadas performances eléctricas e contagiantes – em especial Blackmore, cada vez mais alucinado e influenciado por Jimi Hendrix, trocando de vez a sua velha Gibson Semi-Acústica pela Fender Stratocaster e desenvolvendo gradativamente sua “actuação” nos extensos improvisos instrumentais, onde girava, pisava e jogava para o alto o instrumento. Como estavam prestes a lançar um novo trabalho, com a nova formação, que tal então tentar levar toda essa energia para o estúdio?
A trabalhar junto com jovens engenheiros de som, como Andy Knight, Phil McDonald e Martin Birch (que se tornaria colaborador fixo da banda naquela década, bem como dos Rainbow, Whitesnake e Iron Maiden anos mais tarde), os Purple passam a tocar e gravar “ao vivo em estúdio” e apostar as fichas numa sonoridade mais agressiva e pesada (onde, inclusive, o órgão Hammond de Lord passou a ser ligado simultaneamente a uma caixa Leslie um amplificador de guitarras Marshall – ganhando o seu som característico e o carinhoso apelido de “A Besta”). Destaque também para as notas altíssimas que podiam ser atingidas por Gillan, além do seu timbre espectacular, e para a óptima cozinha formada por Glover e Paice, fazendo um ótimo pano de fundo para os solos intrincados da dupla Blackmore/Lord. O resultado foi “Deep Purple In Rock”, que veio ao mundo em junho de 1970 e foi uma verdadeira porrada na cara dos mais conformistas.

A abertura ensurdecedora com “Speed King” já era garantia absoluta para incomodar qualquer vizinhança. A épica “Child In Time” até hoje é considerada uma de suas melhores músicas. Isso tudo sem falar em “Bloodsucker”, “Into The Fire”, a empolgante “Flight Of The Rat”, “Living Wreck” e a pesadíssima “Hard Lovin’ Man” (“dedicada” a Birch). Complementando tudo, uma capa inesquecível, com os rostos dos integrantes da banda substituindo os presidentes americanos no monte Rushmore. Ah sim, faltou ainda falar de “Black Night”, que havia sido lançada paralelamente como single e foi um hit absoluto, mas ficou fora do álbum por causa da limitação de espaço enfrentada em tempos de vinil. “In Rock” merece o estatuto de obra-prima, sem dúvida. Bruce Dickinson, por exemplo, já afirmou diversas vezes que este é seu disco favorito de todos os tempos. Jon Lord sempre cita-o como o melhor trabalho dos Purple.

Mas o álbum não é uma unanimidade como o melhor disco da banda entre os fãs do quinteto: para a maioria o título fica com “Machine Head”, lançado dois anos depois (entre eles houve ainda o ótimo “Fireball”). O famigerado álbum gravado no saguão de um hotel abandonado em Montreux, na Suíça, com um estúdio móvel dos Rolling Stones, traz uma relação de sete músicas que falam por si próprias: “Highway Star”, “Pictures Of Home”, “Maybe I’m a Leo”, “Never Before”, “Smoke On The Water”, “Space Truckin’” e “Lazy”. Clássico absoluto e incontestável do rock and roll. Existe alguém no mundo que já teve uma guitarra nas mãos e nunca tentou tocar o riff de “Smoke On The Water”? O curioso é que a canção, uma espécie de diário de bordo resumido das gravações, inicialmente não foi a grande aposta do disco. Tanto que o primeiro single foi “Never Before”, que trazia em seu lado B a bela “When a Blind Man Cries”, executada até hoje nos concertos da banda. Produção da própria banda, mais uma vez, sob a tutela de Martin Birch. Foi nesta turnê que os Purple gravaram o antológico álbum ao vivo “Made In Japan”, outro álbum obrigatório da sua extensa discografia.

40 ANOS DE METAL

40 anos. Mesmo deixando de ser criança e tendo já cabelos grisalhos, o heavy metal continua aí, incomodando muita gente e sendo fonte de alegrias e inspiração para os seus milhões de fãs e seguidores em todo mundo. E mesmo com sua data de aniversário correta ainda a gerar divergências e debates, é um facto a ser celebrado, com o volume bem alto, e com as mãos para o alto, fazendo os indefectíveis “chifres” do “mallochio”, tão difundido por Ronnie James Dio (essa já é mais uma outra história...).

Para encerrar, fica uma sugestão: caso ainda não tenham assistido, vale a pena ver o excelente documentário “Metal – Uma Jornada Pelo Mundo do Heavy Metal”, de Sam Dunn e Scot McFadyen, que traça e explora uma verdadeira árvore genealógica do gênero. E aos mais jovens: se por acaso ainda não tem nenhum dos citados registos na sua humilde colecção, ou nem sequer tenham ouvido nenhum deles, tratem de recuperar esse tempo perdido... Comprem, emprestem, gravem, façam um download, mas não fiquem jamais sem conhecer estas verdadeiras enciclopédias do rock.

P.S.: Pra matar de vez a dúvida, a sigla “N.I.B.” não significa “Nativity In Black”, como a maioria acha que seja, principalmente depois do lançamento de dois tributos aos Black Sabbath com esse nome. De acordo com Tony Iommi, o título foi simplesmente uma referência à barbicha que Bill Ward tinha, e que se parecia com a ponta de um pincel fino, daqueles usados pelos artistas plásticos para assinar os seus quadros, cujo nome em inglês é “pen-nib”. Como o “tinhoso” popularmente é conhecido por ostentar um cavanhaque parecido, e a canção é escrita do ponto de vista dele, criou-se a misteriosa sigla para atiçar as mentes dos ouvintes.

Fontes: Wikipedia, Whiplash, Rolling Stone, LedZeppelin.com, BlackSabbath.com, Deep-Purple.com

quarta-feira, setembro 30, 2009

Fãs de música clássica e heavy metal são parecidos


Um estudo que analisa a relação entre gosto musical e personalidade sugere que há semelhanças entre fãs de música clássica e aqueles que gostam de heavy metal, noticia o Estadão.

A pesquisa, realizada na Universidade Heriot Watt, em Edimburgo, na Escócia, entrevistou 36 mil pessoas. Os investigadores fizeram perguntas sobre características da personalidade de cada participante e pediram para que os voluntários avaliassem 104 estilos musicais.

Os resultados sugerem, por exemplo, que fãs de jazz são criativos e extrovertidos, enquanto aqueles que gostam de música pop tendem a ter pouca criatividade.

Segundo o professor Adrian North, que liderou o estudo, a surpresa foi descobrir semelhanças na personalidade de fãs de música clássica e heavy metal.

«São pessoas muito criativas, introvertidas e de bem consigo mesmas, o que é estranho. Como é que se pode ter dois estilos tão diferentes com grupos de fãs tão parecidos?», questionou North.

O investigador sublinha que uma das explicações pode ser o «aspecto teatral desses estilos, que são dramáticos».

«As pessoas em geral têm um estereótipo sobre os fãs de heavy metal, acham que têm tendência suicida, são deprimidos e representam um perigo para si e para a sociedade em geral. Na verdade, são pessoas muito delicadas», afirmou.

AC/DC revela detalhes da caixa especial “Backtracks”


Os fãs dos AC/DC que procuram raridades podem comemorar. A banda revelou o conteúdo da caixa especial “Backtracks”, lançamento que trará material raro e outros itens de colecionador.

“Backtracks” será lançado oficialmente a 10 de novembro pela Sony Music e trará um CD com raridades de estúdio, outros dois CDs com raridades ao vivo, um LP contendo o mesmo material do CD 1, um livro, um DVD com um concerto gravado em 2003, outro DVD que é a terceira parte de “Family Jewels”, fotos, uma tatuagem temporária igual à de Bon Scott, palheta, adesivo, uma nota idêntica às usadas em “Moneytalks” e outras bugigangas para o delírio de qualquer fã.

Tudo isso virá embalado em um amplificador que funciona de verdade. A caixa especial em que todos os itens estarão não é apenas uma réplica de um amplificador, mas sim um aparelho que funciona mesmo.

Detalhes sobre a caixa especial e a pré-venda estão disponíveis no site www.acdcbacktracks.com. Segue abaixo o conteúdo musical de “Backtraks”:

Disco 1: Studio Rarities
01. High Voltage (Original Australian Release)
02. Stick Around
03. Love
04. It's A Long Way To The Top (If You Wanna Rock N Roll
05. Rocker (Original Australian Release
06. Fling Thing
07. Dirty Deeds Done Dirt Cheap (Original Australian Release
08. Ain t No Fun (Waiting Around To Be A Millionaire) (Original Australian Release
09. R.I.P. (Rock In Peace
10. Carry Me Home
11. Crabsody In Blue
12. Cold Hearted Man
13. Who Made Who
14. Snake Eye
15. Borrowed Time
16. Down On The Borderline
17. Big Gun
18. Cyberspace

Disco 2: Live Rarities
01. Dirty Deeds Done Dirt Cheap (live Sydney)
02. Dog Eat Dog (live Apollo)
03. Live Wire (live Hammersmith Odeon)
04. Shot Down In Flames (live Hammersmith Odeon)
05. Back In Black (live Landover)
06. T.N.T. (live Landover)
07. Let There Be Rock (live Landover)
08. Guns For Hire (live Detroit)
09. Sin City (live Detroit)
10. Rock And Roll Ain t Noise Pollution (live Detroit)
11. This House Is On Fire (live Detroit)
12. You Shook Me All Night Long (live Detroit)
13. Jailbreak (live Dallas)
14. Shoot To Thrill (live Donington)
15. Hell Ain t A Bad Place To Be (live Donington)

Disco 3: Live Rarities
01. High Voltage (live Donington)
02. Hells Bells (live Donington)
03. Whole Lotta Rosie (live Donington)
04. Dirty Deeds Done Dirt Cheap (live Donington)
05. Highway To Hell (live Moscow)
06. Back In Black (live Moscow)
07. For Those About To Rock (We Salute You) (live Moscow)
08. Ballbreaker (live Madrid)
09. Hard As A Rock (live Madrid)
10. Dog Eat Dog (live Madrid)
11. Hail Caesar (live Madrid)
12. Whole Lotta Rosie (live Madrid)
13. You Shook Me All Night Long (live Madrid)
14. Safe In New York City (live Phoenix)

DVD 1: Family Jewels 3
Vídeos
01. Big Gun
02. Hard As A Rock
03. Hail Caesar
04. Cover You In Oil
05. Stiff Upper Lip
06. Satellite Blues
07. Safe In New York City
08. Rock N Roll Train
09. Anything Goes

Vídeos Bônus
01. Jailbreak
02. It’s A Long Way To The Top (If You Wanna Rock ‘N’ Roll)
03. Highway To Hell
04. You Shook Me All Night Long
05. Guns For Hire
06. Dirty Deeds Done Dirt Cheap (live)
07. Highway To Hell (live)

Extras
01. The Making Of "Hard As A Rock"
02. The Making Of "Rock N Roll Train"

DVD 2: Live At The Circus Krone - 2003
01. Introdução
02. Hell Ain't A Bad Place To Be
03. Back In Black
04. Stiff Upper Lip
05. Shoot to Thrill
06. Thunderstruck
07. Rock N Roll Damnation
08. What's Next To The Moon
09. Hard As A Rock
10. Bad Boy Boogie
11. The Jack
12. If You Want Blood (You’ve Got It)
13. Hells Bells
14. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
15. Rock N Roll Ain’t Noise Pollution
16. T.N.T.
17. Let There Be Rock
18. Highway To Hell
19. For Those About to Rock (We Salute You)
20. Whole Lotta Rosie

ARCH ENEMY EM PORTUGAL EM DEZEMBRO


No dia 4 de Dezembro os suecos Arch Enemy regressam a Portugal para um concerto na Incrível Almadense, com primeira parte assegurada pelos norte-americanos Abigail Williams. O início dos concertos está previsto para as 21.00h, com as portas a abrirem uma hora antes. Os bilhetes custam € 22,00 em venda antecipada e € 25,00 no próprio dia e já estão à venda nos locais habituais. A Ticketline está também a aceitar reservas.

16.º MANGUALDE HARDMETAL FEST: PRIMEIRAS BANDAS E WARM-UP ANUNCIADO

Já são conhecidas as primeiras bandas que farão parte do cartaz do 16.º Mangualde Hardmetal Fest, que decorre no dia 16 de Janeiro na bela cidade do distrito de Viseu. Assim, os alemães Contradiction terão honras de cabeças de cartaz, num evento que conta também com presenças confirmadas dos portugueses Decayed, Hacksaw, Angriff e VS777. Mais bandas serão anunciadas em breve. Para já, sabe-se também que no dia 11 de Dezembro decorre uma sessão de "warm-up" do festival no Side B Bar, em Benavente, com actuações dos alemães Witchburner e dos portugueses Switchtense, Motörpenis e Mass Brutality.

EDDIE'S BAR Fecha temporáriamente


Steve Harris baixista dos Iron Maidem decide fechar temporáriamente o EDDIE'S BAR. O EDDIE'S BAR abriu as suas portas pela primeira vez a 14 de Setembro de 1989 e rapidamente se tornou num local de peregrinação de todos os verdadeiros fãs dos IRON MAIDEN, pois a sua decoração é formada por antigos artefactos da banda que se encontravam guardados na casa de Steve Harris em Essex.

Apesar dos vários rumores de encerramento definitivo, a sua reabertura está prevista para Maio do próximo ano.

Up The Irons !!!

Dave Mustaine: revelado título de autobiografia


O guitarrista, vocalista e principal compositor dos Megadeth, Dave Mustaine, definiu "Hello Me... Meet The Real Me" como o título da sua autobiografia, que tem o lançamento planeado para o fim de 2010. O livro foi co-escrito pelo jornalista Joe Layden, do New York Times, que também escreveu "The Last Great Fight.
Durante uma aparição na edição da última sexta-feira, dia 25, no programa de rádio americano "The Alex Jones Show", Mustaine disse, sobre a sua autobiografia: ", "Chama-se 'Hello Me... Meet The Real Me', que é um verso da canção 'Sweating Bullets' [do álbum 'Countdown To Extinction', de 1992 ]. Tinha que se chamar assim, vocês sabem disso". Acrescentou ainda: "É basicamente eu como pessoa, não apenas eu como músico. Porque [outras pessoas já] escreveram tudo o que podia ser escrito sobre mim como um músico do ponto de vista deles. E parte é verdade, parte não é, parte é folclore, parte faz-me parecer muito mais cool do que eu realmente sou, então deixo apenas que eles continuem a pensar desse jeito [risos]". "Com o livro propriamente dito, quando eu cheguei à última página e fechei-o, olhei para cima... Na verdade estava saciado, estava tão contente que eles finalmente têm a minha vida até aqui num livro... li e pensei 'Sabe do que mais? Eu entendo. É isso. Isso é o que eu sou. Explica tudo perfeitamente.' E a melhor parte de todas, eu acho, é que no fim de cada capítulo... É, tipo, Deus, eu fiz um monte de coisas realmente podres, mas no fim de todo capítulo, o livro conta como todas aquelas coisas foram remediadas, quando possível, e as pessoas com quem tivemos todas essas dificuldades, nós encontramo-las e resolvemos as coisas. Algumas pessoas estiveram na banda e eu ainda sou amigo delas, algumas pessoas estiveram na banda no passado e eu não sou amigo delas".

D-A-D e Gun juntos em Portugal


Campo Pequeno vai juntar duas grandes bandas de rock num concerto inédito.
Os escoceses Gun e os dinamarqueses D-A-D estão de regresso a Portugal para um concerto inédito que juntará as duas bandas no Campo Pequeno, dia 6 de Novembro.

Com mais de 20 anos de carreira, a banda que começou por se chamar Disneyland After Dark e que mudou de nome para D-A-D, depois de ameaçada com um processo pela Walt Disney, vem apresentar os temas do último trabalho «Monster Philosophy», de 2008, e recordar alguns dos temas mais conhecidos da discografia como «Sleeping My Day Away» e «Point of View».

Com seis álbuns editados entre 1989 e 2005, os Gun voltam a Portugal onde tinham cessado funções em 1998. Mais conhecidos pelo cover do tema «Word Up» dos Cameo, os Gun foram convidados por Mick Jagger para integrarem a digressão «Urban Jungle Tour» dos Rolling Stones na Europa.

O rock português também estará presente com os Alcoolémia, que estão a compor material para o seu quinto álbum de originais.

Os bilhetes já estão à venda com preços a partir de 29 euros.

Mark Knopfler regressa a Portugal em 2010


Líder dos Dire Straits apresentará o seu novo disco a solo no Campo Pequeno a 27 de Julho
O britânico Mark Knopfler já tem regresso marcado a Portugal para 2010. O líder dos Dire Straits apresentará o seu novo disco a solo num concerto na Arena do Campo Pequeno, em Lisboa, a 27 de Julho.

«Get Lucky» é o nome do novo trabalho e chegou esta semana às lojas. O sexto disco de estúdio a solo é composto por 11 temas originais e é apresentado através do single «Border Reiver».

A última passagem de Mark Knopfler pelo nosso país aconteceu em 2008, altura em que promoveu «Kill To Get Crimson» (2007) e revisitou alguns dos maiores êxitos dos Dire Straits como «Sultans of Swing» e «Brothers in Arms».

UHF enchem Rua do Carmo e dão concerto emotivo


28 anos depois de «Rua do Carmo», banda realiza sonho de actuar na rua que dá nome à música. Banda deu concerto no passado sábado.

Centenas de pessoas encheram quase por completo a Rua do Carmo, em Lisboa, para ouvirem os UHF, que celebram 30 anos de carreira.

O concerto na rua que dá nome a uma das mais conhecidas músicas da banda era um sonho antigo dos UHF, que vêem neste concerto a prova de que há músicas que ultrapassam a própria banda.

«A simbologia [de tocar na Rua do Carmo] é de que há canções que nos ultrapassam, que são muito mais importantes do que nós pensamos quando as escrevemos e que ao longo de uma vida ainda vão ganhando mais importância e acho que esta [Rua do Carmo] tem isto tudo e hoje aqui, para nós, é uma culminação, é uma celebração única», disse à Lusa o vocalista e fundador da banda, antes do concerto.

Segundo António Manuel Ribeiro, quando os UHF começaram a tocar, as bandas em Portugal tinham um carácter «muito sazonal», os «grupos duravam muito pouco tempo» e o single «Cavalos de Corrida» também podia ter sido «apenas um sucesso».

«No ano seguinte (1980), a "Rua do Carmo" confirma que não era um sucesso por acaso, mas era o começo de uma carreira», sublinhou.

Para a banda, cantar em português foi uma «decisão consciente», que marcou a diferença em relação a outras bandas rock.

«Tornámo-nos com uma dimensão nacional logo no principio da nossa carreira e isso deu-nos uma coisa importante, que foi esta relação concreta com o português, porque nós lutámos e trouxemos para o rock a língua portuguesa, que fala de coisas nossas e essa é a diferença entre o nosso rock e por exemplo o britânico, o americano ou o francês», apontou.

30 anos de bandeiras

Do balanço de 30 anos de carreira fica a certeza, nas palavras de António Manuel Ribeiro, que os UHF deixaram canções que se tornaram «bandeiras» de muitas pessoas.

«São os seus momentos, momentos de tristeza, de euforia, um casamento, um Verão, uma paixão, tudo isso está nas nossas canções e hoje sinto que na verdade são um cancioneiro de emoções muito nacional, muito português», apontou o líder dos UHF.

Para o futuro, António Manuel Ribeiro tem a certeza que virá mais trabalho.

«Devagarinho, um dia de cada vez e nós estamos a fazer isso com o novo disco porque estamos tão entusiasmados com o novo disco dos UHF como se estivéssemos a fazer o primeiro», adiantou à Lusa.

Entusiasmo sentido também pelas centenas de fãs que se aglomeraram pela Rua do Carmo. Paulo Mateus, por exemplo, já esperava «há muitos anos» por este concerto.

«É um sítio mítico. Lembro-me da [editora] Valentim de Carvalho, onde eles começaram a tocar. Daí eu gostar desta zona e acho que é o indicado para a banda voltar a Lisboa», disse este fã de 40 anos.

Teresa Rodrigues, 52 anos, admite que aguardava por este concerto com alguma ansiedade «porque este lugar [Rua do Carmo] tem um valor especial».

In : IOL Música

The Cult pujantes recordam «Love» em Lisboa


Os ingleses The Cult regressaram esta sexta-feira a Portugal para um concerto que encheu de público o Coliseu dos Recreios. A sala lisboeta voltou a ser uma autêntica sauna numa atípica noite quente de finais de Setembro.

A banda de Ian Astbury e Billy Duffy tem actuado no nosso país regularmente nos últimos anos, mas desta vez não veio cá para apresentar um novo álbum, nem para realizar um mero desfile de êxitos dos vinte e muitos anos de carreira que já carrega nas costas.

A proposta era simples: interpretar na íntegra, respeitando o alinhamento original, o segundo disco de estúdio, «Love», que completa, por esta altura, 24 anos de 'vida'.

Lisboa recebeu, assim, a primeira data europeia da «Love Live Tour» e a recepção dos fãs portugueses não poderia ter sido melhor. As letras estiveram na ponta da língua desde o primeiro minuto, tal como o abanar de ancas incessante e as demonstrações de air guitar sempre que Duffy se lançava em mais um solo de guitarra.

Coliseu ferveu com «She Sells Sanctuary»

De «Nirvana» até «Black Angel» passaram pouco mais de 50 minutos, em constante alta rotação. Excepto em momentos mais calmos, mas igualmente recebidos com a mesma euforia, como «Brother Wolf, Sister Moon» ou «Revolution».

Mas o Coliseu ferveu mesmo com «Rain», «Hollow Man» e «She Sells Sanctuary», esta última prontamente reconhecida pelos fãs aos primeiros acordes da Gretsch White Falcon de Billy Duffy.

O público recordou algumas das canções que marcaram a sua adolescência (embora também houvesse gente mais nova) e os Cult mostraram pujança em palco e muito profissionalismo. A energia continua a pautar o rock dos ingleses que, em 2007, chegaram mesmo a editar novo material com o lançamento de «Born Into This».

Ian Astbury não deixa Ronaldo de fora

Um dos novos temas, «Dirty Little Rockstar», fez parte da segunda parte do concerto, que revisitou outros dos pontos altos da discografia dos The Cult.

Por essa altura, já o vocalista Ian Astbury se tinha queixado do calor (embora vestisse um casaco de cabedal e luvas) e soltado um comentário para Cristiano Ronaldo («Ele é uma porcaria», disse).

Astbury e Duffy trouxeram consigo John Tempesta (bateria), Mike Dimkich (guitarra) e Chris Wyse (baixo), que, apesar de terem estado na penumbra durante a primeira metade do concerto, mostraram fazer parte de uma máquina bem oleada que percorreu o continente norte-americano durante o Verão.

«Love Removal Machine» faz as delícias dos fãs

«Electric Ocean» e «Wildflower», de 1987, relançaram o espectáculo que passou ainda por uns bem animados «Rise» e «Fire Woman» antes de culminar em «Love Removal Machine», outro tema com mais de duas décadas, mas que continua a fazer as delícias dos fãs da banda inglesa.

Para os fiéis seguidores de Ian Astbury e Billy Duffy, este poderá mesmo ter sido um dos concertos das suas vidas. Animação não faltou num dos primeiros grandes espectáculos desta rentrée musical pós-festivais de Verão.

Alinhamento do concerto:

1. Nirvana
2. Big Neon Glitter
3. Love
4. Brother Wolf, Sister Moon
5. Rain
6. The Phoenix
7. Hollow Man
8. Revolution
9. She Sells Sanctuary
10. Black Angel

Encore
11. Electric Ocean
12. Wildflower
13. Sun King
14. Rise
15. Fire Woman
16. Dirty Little Rockstar
17. Love Removal Machine

In : IOL Música

domingo, junho 07, 2009

Magnum - Novo album e data portuguesa



Mais uma boa notícia neste ano de 2009. Os britânicos Magnum preparam-se para lançar o seu 14º album da carreira, "Into The Valley Of Moonking". A banda de Bob Catley e Tony Clarkin, anunciou no seu site oficial as datas para a nova tour europeia. E o melhor disto tudo, é que que Portugal foi contemplado!!! Eles actuam em Lisboa no Santiago Alquimista a 20 de Outubro.

Vai ser lindo!!! Eu vou, claro...

Magnum Tour 2009:

25/9/09 Sweden Malmo KB
26/9/09 Sweden Gothenburg Brew House
27/9/09 Sweden Stockholm Debaser Medis
28/9/09 Denmark Copenhagen The Rock
29/9/09 Germany Hamburg Fabrik
1/10/09 Germany Bad Arolsen Outback
2/10/09 Germany Osnabrück Lagerhalle
3/10/09 Germany Worpswede Music Hall
4/10/09 Germany Köln Kantine
5/10/09 Germany Bochum Zeche
7/10/09 Germany Ludwigsburg Rockfabrik
8/10/09 Germany Karlsruhe Festhalle
10/10/09 Germany Aschaffenburg Colossal
11/10/09 Germany Nürnberg Hirsch
12/10/09 Germany Augsburg Spektrum
13/10/09 Germany München Backstage
14/10/09 Switzerland Pratteln Z7
15/10/09 Italy Bologna Sottotetto Sound Club
16/10/09 Italy Milan Music Drome
18/10/09 Spain Barcelona Sala Razzmatazz 2
19/10/09 Spain Madrid Sala Heineken
20/10/09 Portugal Lisbon Santiago Alquimista
25/10/09 UK Newcastle Academy
26/10/09 UK Glasgow Garage
28/10/09 UK Manchester Academy
29/10/09 UK Liverpool Academy
30/10/09 UK Holmfirth Picturedrome
31/10/09 UK Wolverhampton Wulfrun Hall
1/11/09 UK Pontypridd Muni Arts Centre
2/11/09 UK Southampton The Brook
4/11/09 UK Nottingham Rock City
5/11/09 UK Bristol Academy
6/11/09 UK Islington, London Academy
7/11/09 UK Leamington Assembly Rooms
8/11/09 UK Norwich Waterfront

Confere através do link: http://www.magnumonline.co.uk/index.html

A não perder...

EUROPEAN MASSACRE TOUR´09 EM BRAGA

Fueled By Fire

Os Norte-Americanos FUELED BY FIRE, grandes revelações do panorama metálico mais revivalista, deslocam-se a Braga no próximo dia 10 de Junho para o concerto de encerramento da 12.ª edição do festival SWR. Editado pela Metal Blade Records, o poderoso "Spread the fire" afirma-se como um álbum marcante no seio do thrash metal da nova vaga. Dada a velocidade evidenciada nas suas composições e toda a sua irreverência juvenil, será de esperar que os FUELED BY FIRE peguem literalmente fogo à sala.

No âmbito da EUROPEAN MASSACRE TOUR '09, os FUELED BY FIRE fazem-se acompanhar dos Italianos NEURASTHENIA. O presente concerto de encerramento do festival SWR, o maior evento do género realizado em solo nacional, conta ainda com a presença especial dos lusos MR MIYAGI, ASSASSINNER e VALIUM como bandas de abertura.

O evento tem lugar na Junta de Freguesia de Panoias, em Braga, na próxima Quarta-Feira dia 10 de Junho. O inicio dos concertos está marcado para as 20 horas. Os ingressos custam 8 euros e podem ser adquiridos à entrada do recinto.

--------------------------------------------------------------------------------
FUELED BY FIRE (usa) + NEURASTHENIA (ita) + MR MIYAGI (por) + ASSASSINNER (por) + VALIUM (por)
Braga. Auditório da Junta de Freguesia de Panoias. Assento, Panoias. Quarta-Feira, 10 de Junho, às 20 horas. Tel.: 253 282 793. 8€. Informações: 961 958 558

--------------------------------------------------------------------------------

sábado, junho 06, 2009

For Those About To Rock, We Salute You !!!

(foto AC/DC Alvalade 03Jun09)

Pois é, meus amigos...

Esta foi mais uma semana marcante, voltei ao paraíso...Ainda não desci à Terra. Não sei se alguma vez lá estiveram, mas se sim, sabem bem qual é o meu sentimento presente...Melhor vivido do que contado. Enfim, todas as palavras são poucas...

Felizmente não estive só. A energia que absorvi foi imensa, e sempre em "High Voltage". É este o poder do verdadeiro Rock!!!

Os AC/DC voltaram a Portugal. Esta é uma das bandas que "me acompanham" desde o dia do meu nascimento. Nessa altura, quando nasci, eles já tocavam e tinham lançado albuns. É lógico que não ouvia rock n´roll no berço, só as belas histórias que a minha mãe (há muito no paraíso) me contava.
(foto AC/DC Alvalade 03Jun09)

Na minha infãncia, ficava muito curioso, quando via o pessoal mais velho com aquelas belas e atraenes T-Shirts dos AC/DC ou Iron Maiden. De onde teria saído aquilo? Talvêz de algma série de desenhos animados, com super-herois que eu desconhecia... Um dia, ainda na escola primária, recordo perguntar a um colega sobre o que seria aquilo de AC/DC??? Ele respondeu-me que eram as iniciais de "Antes de Cristo" & "Depois de Cristo". Tudo bem, não fiquei muito convencido, e nem mesmo a saber de que se tratava de uma banda rock...Enfim, coisas de putos...

Naqueles tempos, no meu trajeto de escola, era frequente parar em casa de um colega. Junto dele, viviam uns primos, um ouco mais velhos. Bem, esses eram dos tais que usavam, e usam até hoje, as (ben)ditas T-Shirts. Estávamos no início dos 80´s, e se a maioria das pessoas que viviam na minha bela vila (Santar) eram católicas, a religião daqueles "marados" chamava-se AC/DC com o Deus Angus Young. Não era só o vestuário, havia o quarto repleto, só com posters da banda australiana, bandeiras, eu sei lá...!!! A aparelhagem deles "gripava" se se colocasse algo a tocar que não fosse..., vocês sabem... Foi nessa casa que me foi introduzido o som da banda. Confesso que tudo aquilo ainda era um pouco estranho para mim. O meu cérebro ainda não estava preparado para absorver tal coisa, mas o "bixinho" entrou, e mais tarde fez "moça" revelando-se, e ainda bem, e o resto é história!!!
(foto AC/DC Alvalade 03Jun09)

Entretanto, os anos passavam, os AC/DC continuavam a fazer grandes digressões mundiais...E Portugal, como sempre, ficava a ver navios...

Até que em 1996 foi concretizado um sonho, para muitos de uma vida, finalmente os Deuses do Rock n´Roll vinham tocar a Portugal. Foi no Restelo, e lá estávamos nós, todos os amigos de "religião" reunidos. Antes do concerto, a ansiedade foi enorme, e imaginam a adrenalina que se havia acomulado todos aqueles anos, estava prestes a explodir. Eu, ainda teenager, o mais novo do grupo, não arrisquei (não fui o único) ficando na bancada. Tivemos boas bandas de abertura, The Wildhearts e o mestre Joe Satriani, e...BUUMMMM...!!! Depois de uma brutal introdução, aí estava "Back in Black"!!! Entrámos noutra dimensão, percurridos por uma corrente energética imensa que nos levou ao rubro!!! Aquelas mais de duas horas passaram como que em segundos! Foi um dia marcante nas nossas vidas. A muita alegria trazia também lágrimas à mistura!!! Nem os homens de barba rija resistem a tanta emoção. Quem lá esteve percebe do que falo...
(foto AC/DC Alvalade 3Jun09)

Ficámos convencidos de que seria a derredeira oprtunidade de os ver em solo Lusitano, saíu depois o album "Stiff Upper Lip" e a respectiva digressão. A Tour mundial foi bem extensa, mas infelizmente não passou por cá. A seguir a banda "hibernou". Todos pensávamos que haviam arrumado as botas, mas passados mais uns anitos, quebra-se novamente o gelo, e praticamente do nada, surge a notícia da edição de um novo album. As expectativas começaram a surgir, o regresso era possível. Eles regressaram, e voltaram a marcar, novamente para sempre a vida de milhares de portugueses. Desta vez, o nosso grupo na "religião" AC/DC cresceu. Entre nós, deixei de ser o mais novo, troquei a bancada pela relva, mas o sentimento não mudou...
(foto AC/DC Alvalade 03Jun09)

Foi bom voltar ao paraíso...



Carlos Santos


Ps: Para bem da humanidade, deixem aqui o vosso depoimento/comentário.

quinta-feira, junho 04, 2009

SUICIDAL TENDENCIES - 11 ANOS DEPOIS ... FINALMENTE O REGRESSO A LISBOA‏



É já no próximo dia 18 de Junho que a Xuxa Jurássica traz a Portugal a mais influente e mítica banda do surf skate californiano, os Suicidal Tendencies!

Irmão mais novo de Jim Muir um dos pioneiros do skate moderno da famosa equipa Z Boys, Mike Muir com o seu estilo inconfundível, nasceu e cresceu rodeado por um movimento que se estava a criar e que se solidificou nos anos 80. Rodeou-se de amigos e criou os SUIICIDAL TENDENCIES, banda que já cunhou o seu nome na história da música moderna.

Suicidal Tendencies é vista pelos seus pares como uma inspiração e pelos seus admiradores como uma presença e força avassaladora em palco!

Apesar de grandes mudanças de alinhamento ao longo dos anos a banda sempre primou pela mestria dos seus músicos que depois se reflectiu na qualidade dos seus álbuns, que variam entre o heavy metal clássico passando pelo trash, punk e funky, formando um estilo incomparável e único: SUICYCO!

9 Anos depois do seu último registo os Suicidal Tendencies vêm a Portugal prontos para "incendiar" o palco e contam com todos os seus fans para fazerem desta noite uma festa memorável, músicas como "Trip to the Brain", "Possessed to Skate" ou a mais recente e instant classic "Pop Songs" prometem estar presentes neste concerto. Dezenas de canções vão contagiar toda a audiência num espectáculo que vai ser, de certeza, relembrado durante os próximos anos.

A acompanhar os Suicidal Tendencies, estarão os portugueses Ho-Chi-Minh, banda de Metal proveniente de Beja, Alentejo. Em que as atmosferas densas e pesadas contrastam com algumas melodias, e onde as vocalizações extremas e melódicas acompanhadas por guitarras poderosas tornam o som dos Ho-Chi-Minh único, destacando-se pela sua energia em palco, e pela liberdade de preconceitos musicais que transmitem ao público. A banda apresenta-se no Incrível Almadense com o lançamento do seu novo trabalho "It has Begun", com selo da Ranging Planet e com o agenciamento Sons Urbanos!!!

E ainda, os Vianenses Mr. Miyagi, banda caracterizada pela rapidez de composição com o seu punk/ hardcore, thrash e rock'n'roll vão dar as boas vindas a todos os presentes.~


Suicidal Tendencies (US)

Ho-Chi-Minh (PT)

Mr. Miyagi (PT)


18 de Junho - Incrível Almadense (Almada)

R. Capitão Leitão, 3-2.º
2800-135 Almada


Abertura de Portas: 21H00

Venda: Ticketline (www.ticketline.sapo.pt - Reservas: 707 234 234), Worten, FNAC, Bliss, Lojas Viagens Abreu, Livraria Bulhosa (Oeiras Parque), Pontos MegaRede, Dolce Vita Douro (Vila Real), Dolce Vita Porto (Estádio do Dragão), Dolce Vita Ovar, Dolce Vita Coimbra (Estádio Municipal de Coimbra), Dolce Vita Funchal, El Corte Inglês (Lisboa e Porto) Loja de discos Carbono (Lisboa), Bar Boca do Inferno (Bairro Alto), Loja Eastpak (Bairro Alto) e no dia e local do evento a partir das 19h00

AC/DC em Alvalade - Reportagens & Fotos:


De volta a Portugal, os australianos não se deixam apanhar pela idade... Numa produção e entrega memoráveis, Malcolm e Angus Young deram tudo ao público português.

Era, sem qualquer dúvida, um dos concertos mais aguardados do ano e os AC/DC cumpriram a promessa de que iriam protagonizar uma noite memorável a todos aqueles que acorreram em massa ao Estádio Alvalade XXI. É certo que o recinto não estava totalmente esgotado, mas estava muito perto disso. E, observando a expressão de satisfação espelhada na cara de todos aqueles que se acotovelavam à espera de um transporte que os levasse de volta a casa na zona do Campo Grande, era fácil perceber que ninguém deu o seu dinheiro por mal empregue.

Com o novo Black Ice na bagagem, o lendário grupo australiano liderado pelos irmãos Angus e Malcolm Young subiu a um palco de dimensões gigantescas - uma estrutura de 78 metros, ladeada por dois ecrãs, que demorou quatro dias a montar. Os AC/DC já não podem tocar em recintos pequenos há muitos anos, mas conseguem transportar para um estádio a energia crua de uma banda que está a actuar numa sala pequena e para uma audiência suada. 34 anos depois de terem lançado o primeiro álbum, mantêm-se iguais a si próprios e isso ninguém pode negar.

A produção por detrás de um espectáculo destes é enorme, mas os músicos mantêm-se fiéis ao que sempre foram - uma banda de, puro e duro, rock'n'roll. Durante os, aproximadamente, 135 minutos que durou a actuação não houve mudanças desnecessárias de instrumentos ou indumentária... o que houve, isso sim, foi uma enorme descarga de energia contagiante que tocou todos os presentes.

Às 21:40, mais uma vez em ponto, soam através das gigantescas colunas do P.A. os acordes iniciais de "Rock'n'Roll Train", o primeiro single de apresentação ao último álbum dos AC/DC.
<<<<<<<<<<<<<<
Nos ecrãs, numa animação colorida e movimentada, Angus Young e os seus companheiros fogem figurativamente de uma locomotiva descontrolada que, alguns minutos depois, acaba por "embater" na parte de trás do palco com grande estardalhaço. As luzes acendem-se e ali estão os heróis da noite, como que transportados de uma B.D. para a vida real, prontos a dar à plateia tudo aquilo que ela espera deles.

"Hell Ain't a Bad Place To Be", "Back In Black" e "Big Jack" obrigam os poucos resistentes a levantar-se das cadeiras ou das bancadas."Dirty Deeds Done Dirt Cheap", "Shot Down In Flames", "Thunderstruck" e "Black Ice" garantem que a plateia está totalmente rendida aos músicos. Mais de três décadas de palco fizeram dos AC/DC uma unidade incrivelmente bem oleada, em que nada - absolutamente nada - falha. No entanto, o mais surpreendente mesmo é perceber que, 34 anos depois de ter gravado o primeiro disco, a banda continua a ter a mesma energia que tinha quando começou a tocar.

O vocalista Brian Johnson e Angus percorrem sem descanso uma enorme passadeira que liga o palco a uma estrutura mais pequena que atravessa toda a plateia e termina na outra ponta do estádio. Malcom Young, Cliff Williams e Phil Rudd, menos dados a extravagâncias físicas ou sequer visuais, mantêm estoicamente uma secção rítmica coesa como poucas.

Um dos pontos altos da noite acontece logo a seguir, durante a bluesy "The Jack". E, claro está, tem como principal protagonista o carismático Angus. O eléctrico guitarrista - é difícil perceber onde é que uma figura tão franzina vai buscar tanta energia - protagoniza um strip-tease trapalhão, baixa as calças (não para exibir o rabo, mas uns boxers com o logótipo da banda) e a plateia, repleta de "corninhos iluminados" (à venda nas diversas bancas de merch espalhadas pelo recinto), atinge o êxtase.

Daí ao final do espectáculo tudo parece passar numa questão de segundos, com os clássicos ("Hells Bells", "Shoot To Thrill", "Dog Eat Dog", "You Shook Me All Night Long", "TNT" e "Whole Lotta Rosie") a cruzarem-se com mais algumas novidades ("War Machine" e "Anything Goes"). A apoteose, no entanto, estava reservada para a a recta final do espectáculo. Primeiro "Let There Be Rock"; numa épica versão de mais de 15 minutos, que incluiu um longo - demasiado? - solo de guitarra e Angus, numa explosão de confettis, a espernear no chão da tal plataforma ao fundo do estádio. E depois, já em encore, "Highway To Hell" e "For Those About To Rock", com petardos de "canhão" e pirotecnia incluídos a por um ponto final apoteótico numa noite memorável.

[Reportagem In Blitz]


"AC/DC : LOCOMOTIVA ROCK N ROLL ARRASOU ALVALADE"


Banda australiana mostrou toda a sua energia em palco numa gigantesca produção

A locomotiva dos AC/DC passou esta quarta-feira pelo Estádio de Alvalade XXI, em Lisboa, e mostrou todo o poder em palco de uma das mais conhecidas e bem sucedidas bandas de rock de todos os tempos.

Numa produção de dimensões a que os portugueses estão pouco habituados, a banda australiana trouxe a Portugal um verdadeiro circo rock 'n' roll, com um enorme palco de 78 metros de largura, vários ecrãs gigantes, um palco secundário no meio do estádio e efeitos pirotécnicos.

As cerca de duas horas de espectáculo arrancaram com um vídeo de introdução para «Rock 'n' Roll Train» até aparecer mesmo uma locomotiva e com ela os cinco «rapazes». Apesar de já terem passado a barreira dos 50, demonstraram toda a sua juventude. O vocalista Brian Johnson e o guitarrista Angus Young, declaradas figuras principais, correram quilómetros, fazendo inveja a muitos fãs com metade da sua idade.

Imagem de marca de Angus, para além da fatiota colegial, os chifres vermelhos iluminavam o topo do palco e as cabeças de milhares de fãs que pagaram para ter um par só deles. Acessório ideal para receber temas como «Hell Ain't A Bad Place To Be», «Hells Bells» ou «Highway To Hell».

«É bom estar de volta», exclamou Brian Johnson, 13 anos depois da primeira e última passagem dos AC/DC por Portugal. As saudades eram muitas e o público, que encheu o relvado e as bancadas, não fez cerimónias na hora de festejar em grande o regresso do conjunto australiano.

«Back In Black» foi o primeiro grande clássico saído da guitarra de Angus Young, eterno schoolboy que fez magia com a sua Gibson SG preta. «Thunderstruck», «You Shook Me All Night Long» e «T.N.T.» foram outros dos temas recebidos com entusiasmo logo aos primeiros acordes.

Com o seu rock 'n' roll despretensioso e em que a única preocupação é o divertimento em palco e na plateia, os AC/DC foram somando pontos a cada tema, nunca deixando os ânimos esfriarem. Se em «The Jack» a locomotiva abrandou à velocidade do blues, nem por isso perdeu potência - a música andou de mãos dadas com o entretenimento e as câmaras apontaram as suas lentes para as fãs femininas que cantavam o refrão «she's got the jack». Até deu para reconhecer uma «penetra», uma boneca insuflável, que certamente não terá pago bilhete.

Por esta altura, já Angus presenteara o público com um divertido strip tease (ficámos a saber que ele usa boxers dos AC/DC) antes de um dos momentos simbólicos da noite: o badalar do sino de «Hells Bells».

«T.N.T.» teve chamas a acompanhar o refrão cantado por todos com pontência e «Whole Lotta Rosie» trouxe uma enorme Rosie insuflável montada em cima da locomotiva. Antes do encore, Angus Young teve direito a uma verdadeira coroação. O guitarrista de 54 anos exibiu os seus dotes como solista, primeiro no palco secundário e mais tarde no principal, para gáudio dos fãs.

No regresso, «Highway To Hell» foi o tema mais cantado da noite por uma plateia que cruzou várias gerações. O final com «For Those About To Rock (We Salute You)» foi acompanhado de uma salva de tiros de canhão e fogo de artifício. Era o encerrar de uma noite memorável, que apenas ficou manchada pela ineficácia das torres de colunas em combater o delay sonoro.

[Reportagem In IOL Música]


"AC/DC EM LISBOA - O INFERNO DE ALVALADE"

Fossem todas as noites assim e o Sporting seria campeão por certo. Alvalade recebeu um dos melhores espectáculos da época e com casa cheia.
Eles não enganam ninguém. São assim mesmo. Uma banda de rock à moda antiga cheia de tiques que dificilmente poderão ser reproduzidos pelos filhos. O concerto dos AC/DC em Alvalade foi grandioso ao nível dos decibéis e arrasador na hora de atirar à baliza.

Foi necessário chegar ao fim da época para que finalmente se visse um bom espectáculo em Alvalade e logo perante uma enchente (coisa ainda mais rara durante o biénio 08/09). Os AC/DC foram Liedson, Moutinho, Polga, Derlei, Carriço...ou seja o que de melhor a equipa do Sporting tem.

Ouviu-se tudinho e com o volume no máximo. Os clássicos (basicamente são quatro: «Back In Black», «Thunderstruck», «You Shook Me All Night Long», «Highway To Hell»), as novas canções («Rock`n`roll Train» é candidata ao primeiro lote), os solos, ou seja, tudo aquilo que se poderia esperar dos AC/DC.

Tecnicamente mais que perfeitos, conseguem convencer-nos que ainda há lugar para os tradicionalistas num mundo super-tecnológico. E se por um lado, há pirotecnia, fogo de artifício e vídeo (imagens tão rudimentares que são engraçadas), por outro Angus Young arrisca um strip numa das várias cenas hilariantes do concerto.

É certo que um ouvido desatento pode confundir um Toblerone com um Cardbury`s e isto porque há demasiadas canções dos AC/DC que soam ao mesmo mas os fãs veteranos podem explicar aos que os descobriram via Internet que em tempos até houve outro vocalista (Bon Scott).

Provavelmente, os AC/DC irão pendurar as botas após esta digressão mas o último retrato é o de uma banda em pleno estado de forma. No campeonato dos veteranos, poucos estão tão bem conservados. Ah, e em relação aos mais novos vitória clara de uns Vicious Five agitadores sobre uns Mundo Cão que acusaram a responsabilidade.

[Reportagem In Disco Digital]


Alinhamento:

1. Rock 'n' Roll Train
2. Hell Ain't A Bad Place To Be
3. Back In Black
4. Big Jack
5. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
6. Shot Down In Flames
7. Thunderstruck
8. Black Ice
9. The Jack
10. Hells Bells
11. Shoot To Thrill
12. War Machine
13. Dog Eat Dog
14. Anything Goes
15. You Shook Me All Night Long
16. T.N.T.
17. Whole Lotta Rosie
18. Let There Be Rock

Encore
19. Highway To Hell
20. For Those About To Rock (We Salute You)

segunda-feira, junho 01, 2009

Ozzy e o processo contra Iommi

Ozzy Osbourne(foto) Heaven And Hell(foto)

Ozzy Osbourne vai levantar um processo ao seu ex-colega e guitarrista dos Black Sabbath, Tony Iommi, por suposto uso ilegal do nome da banda para usufruto próprio.

De acordo com o tablóide New York Post, Osbourne pretende receber 50 por cento das receitas que Iommi fizer cada vez que usar a marca Black Sabbath. De acordo com o processo instaurado pelo mítico vocalista, é a sua voz que deu aos Black Sabbath a projecção e o sucesso da veterana banda de metal.

Por seu lado, o site especializado Blabbermouth comenta que o processo pode ser uma vingança de Osbourne ao facto de tanto Iommi como Geezer Butler sempre terem tomado a parte de Ronnie James Dio, o sucessor de Ozzy como vocalista dos Black Sabbath, depois de Osbourne ter sido despedido da banda em 1979.
Resta saber qual vai ser a decisão do juíz de Manhattan, comarca onde o processo deu entrada.

Tony Iommi tem estado na estrada com os Heaven and Hell, uma espécie de spin off dos Black Sabbath, que também conta com Butler, Dio e o baterista Vinny Appice na formação. O grupo acabou inclusive de se estrear nas edições com "The Devil You Know", lançado no passado mês de Abril.

sábado, maio 30, 2009


A não esquecer e perder também, pois os Dream Theater estão de regresso ao nosso país. Eles que são uma das bandas mais importantes do Heavy Progressivo e possuem uma enorme legião de fãs um pouco por todo o mundo.

Tendo cumprido recentemente 20 anos de carreira, mais de uma dezena de discos editados, os Dream Theater são uma banda essencial para qualquer apreciador de bons concertos ao vivo.

O concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, no próximo dia 18 de Junho faz parte da nova digressão do grupo norte-americano, que até agora tem datas marcadas em países como Espanha, Israel, Inglaterra, Hungria, entre outros.

A primeira parte será assegurada pelos Frost.