terça-feira, fevereiro 17, 2009

Templo do Rock - Top 30 [Play List - Fev / 2009] :

Girlschool

[01] GIRLSCHOOL - "Legacy" cd (2008)
[02] EVERON - "North" cd (2008)
[03] SAMMY HAGAR - "Cosmic Universal Fashion" cd (2008)
[04] OTR - "Mamonama" cd (2008)
[05] JOURNEY - "Revelation" cd (2008)
[06] VOODOO SIX - "First Hit For Free" cd (2008)
[07] ENTWINE - "Painstainded" cd (2009)
[08] BLAZE BAYLEY - "The Man Who Would Not Die" cd (2008)
[09] URIAH HEEP - "Wake The Sleeper" cd (2008)
[10] TALON - "Fallen Angels" cd (2008)
[11] CRIMES OF PASSION - "Crimes Of Passion" cd (2008)
[12] DEF LEPPARD - "Songs From The Sparkle Lounge" cd (2008)
[13] JON OLIVA´S PAIN - "Global Warning" cd (2008)
[14] HEAVENWOOD - "Redemption" cd (2008)
[15] HARMONY - "Chapter II - Aftermath" cd (2008)
[16] EVERGREY - "Torn" cd (2008)
[17] FROST - "Experiments In Mass Appeal" cd (2008)
[18] ALICE COOPER - "Along Came A Spider" cd (2008)
[19] GAMA BOMB - "Citizen Brain" cd (2008)
[20] DOKKEN - "Lightning Srtikes Again" cd (2008)
[21] PARAGON - "Screamslaver" cd (2008)
[22] GREAT WHITE - "Rising" cd (2009)
[23] VALENTINE - "Soul Salvation" cd (2008)
[24] MARTY FRIEDMAN - "Addict" cd (2008)
[25] GRAVE DIGGER - "Ballads Of A Hangman" cd (2009)
[26] DORO - "Fear No Evil" cd (2009)
[27] DRIVER - "Sons Of Thunder" cd (2008)
[28] TESTAMENT - "The Formation Of Damnation" cd (2008)
[29] STARBREAKER - "Love´s Dyind Whish" cd (2008)
[30] EVIL MASQUERADE - "Fade To Black" cd (2009)

Templo do Rock - "Máquina do Templo" [Rubrica - Fev 09] :

PAT TRAVERS - "Pat Travers" (1976)
THE RODS - "The Rods" (1981)
LYNYRD SKYNYRD - "Pronounced Leh-Nerd Skin-Nerd" (1973)
ACID - "Maniac" (1983)
EUROPE - "The Final Countdown" (1986)
CARCASS - "Heartwork" (1993)

terça-feira, fevereiro 10, 2009

AC/DC, em Alvalade a 3 de Junho


Os AC/DC actuam no estádio de Alvalade a 3 de Junho, inserido na digressão de promoção do novo álbum do grupo, "Black Ice", lançado no final de 2008. O regresso dos AC/DC a Portugal acontece 13 anos depois da estreia ao vivo da banda dos manos Young no nosso país, tendo então o concerto decorrido no Estádio do Restelo, que nós prsenciámos, claro.

A digressão dos AC/DC é uma das mais requisitadas do momento, tendo a banda australiana esgotado praticamente todos os cerca de 50 concertos que vai dar na Europa. A digressão no Velho Continente arranca já no próximo dia 18, em Oslo, na Noruega. Na 1ª parte, estarão os britãnicos The Answer.

Europe, pela 1ª Vez em Portugal (Faro)

Europe

Os suecos Europe vão estrear-se em Portugal no mês de Julho durante a concentração motard organizada pelo Moto Clube de Faro.

O evento decorre entre os dias 16 e 19 de Julho e, para além da banda de «The Final Countdown», conta ainda com as presenças dos também suecos Fatal Smile, da banda italiana de tributo aos Iron Maiden, Children of the Damned, e dos espanhóis Hora Zulu e Loquillo y Trogloditas.

A representação portuguesa ficará a cargo de David Fonseca, Tara Perdida e do St. Dominic's Gospel Choir.

O primeiro concerto dos Europe em palcos portugueses deverá servir também de apresentação ao novo disco de estúdio da banda, o oitavo desde 1983.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Billy Powell dos Lynyrd Skynyrd, morre aos 56 anos


Foi com choque que recebi a notícia da morte de mais um membro da formação original dos Lynyrd Skynyrd, umas das melhores bandas de Southern Rock americanas.

Billy Powell, morreu na manhã de quarta-feira, 28. O teclista, estava com 56 anos e foi encontrado morto em sua residência em Jacksonville, na Flórida. A causa da morte não foi divulgada.

Segundo a polícia local, Powell ligou para o serviço de emergência pouco antes da uma da madrugada queixando-se de dificuldade para respirar. Acredita-se que o músico tenha sofrido um ataque cardíaco fulminante.

Começou como roadie da banda em 1970, até que em 1972, durante o aquecimento de um concerto dos Skynyrd em Jacksonville, tocou uma versão de "Free Bird" nos teclados. O vocalista Ronnie Van Zant ficou tão impressionado que imediatamente o convidou para ser o teclista oficial do grupo.

Em 1977, sobreviveu ao acidente aéreo em que morreram o vocalista Ronnie Van Zant, o guitarrista Steve Gaines, a backing vocal Cassie Gaines e outros membros que faziam parte da equipa técnica.

No inicio da década de 80, Powell fez parte da banda cristã Vision, mas voltou aos Lynyrd Skynyrd na reunião em 1989 ocupando o posto até sua morte. Com o falecimento do teclista, o único integrante da formação original que permanece na banda, que entrou para o Hall of Fame em 2006, é o guitarrista Gary Rossington.

No nosso próximo programa radiofónico (14/2), na nossa rubrica "Máquina do Templo", iremos homenagiar Powell e a música dos Skynyrd. Não percam!!!

domingo, janeiro 25, 2009

Templo do Rock - Top 30 [Play List - Jan / 2009] :


[01] ALICE COOPER - "Along Came a Spider" cd 2008
[02] SEPULTURA - "A-Lex" cd 2009
[03] HOWLIN RAIN - "Magnificient Fiend" cd 2008
[04] LAND OF TALES - "Land Of Tales" cd 2008
[05] WHITESNAKE - "Good To Be Bad" cd 2008
[06] URIAH HEEP - "Wake The Sleeper" cd 2008
[07] HOUSE OF LORDS - "Come To My Kingdom" cd 2008
[08] DREAMTIDE - "Dream & Deliver" cd 2008
[09] YNGWIE MALMSTEEN - "Perpectual Flame" cd 2008
[10] RANDY PIPER´S ANIMAL - "Virus" cd 2008
[11] STEPHEN PEARCY - "Under My Skin" cd 2008
[12] BLOODBATH - "The Fathomless Mastery" cd 2008
[13] TANKARD - "Thirst" cd 2008
[14] EMIR HOT - "Sevdah Metal" cd 2008
[15] BONDED BY BLOOD - "Feed The Beast" cd 2008
[16] TESTAMENT - "The Formation Of Damnation" cd 2008
[17] DISMEMBER - " Dismember" cd 2008
[18] HEADHUNTER - "Parasite Of Society" cd 2008
[19] QUEEN + PAUL RODGERS - "The Cosmos Rocks" cd 2008
[20] BATTLEROAR - "To Death And Beyond" cd 2008
[21] STONERIDER - "Three Legs Of Trouble" cd 2008
[22] CHINA BLUE - "Twilight Of Destiny" cd 2008
[23] PRESTO BALLET - "The Lost Art Of Time Travel" cd 2008
[24] IT BITES - "The Tall Ships" cd 2008
[25] METAL CHURCH - "This Present Wasteland" cd 2008
[26] PYRAMAZE - "Immortal" cd 2008
[27] ALKEMYST - "Through Painful Lanes" cd 2008
[28] POLEY/RIVERA - "Only Human" cd 2008
[29] MARSHALL LAW - "Razorhead" cd 2008
[30] JOE LYNN TURNER - " Live In Germany" cd 2008

Templo do Rock - "Máquina do Templo" [Rubrica - Jan 09] :

BUDGIE - "Bandilier" (1975)
SHRINE - "Perspective" (1994)
THIN LIZZY - "Bad Reputation" (1977)
V12 - "V12" (1990)
JOKER - "Ecstasy" (1992)
MEGADETH - "Rust In Peace" (1990)
HOT STUFF - "Kind Of Crime" (1993)
PICTURE - "Diamond Dreamer" (1982)

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Cinemuerte "Aurora Core", o novo album


O último trimestre de 2008 presenteia-nos com o mais recente trabalho dos Cinemuerte, "Aurora Core", sucessor de "Born From Ashes" (2006) e segundo longa duração do duo Sophia Vieira & João Vaz.

A mistura e masterização do disco esteve a cargo do afamado produtor Waldemar Sorychta (Lacuna Coil, The Gathering, Moonspell, Tiamat, Samael).

"Aurora Core" reúne nove temas incluindo o primeiro single "Air", e "The Night of Everyday" cuja letra é assinada por Fernando Ribeiro (Moonspell).

Conta ainda com o talento e devoção de músicos e amigos, convidados especiais para o novo trabalho: todas as faixas foram gravadas com Pedro Cardoso (F.E.V.E.R) na bateria e com Ricardo Amorim (Moonspell) na guitarra.

Formados em 2002, em escassos meses, assinam contrato para dois tributos: a The Cure (Our Voices/Equinoxe Records) e a The Misfits (Portuguese Nightmare/Raging Planet Records).
Também contribuiram em 2007 para o tributo nacional aos Mão Morta "E se depois" com o tema "Chabala".

Pisam os desejados palcos da cena musical nomeadamente do Coliseu (Aberturas para HIM, My Chemical Romance), e dos principais festivais de verão (Vilar de Mouros, Super Bock Super Rock entre outros).

Sophia Vieira integra igualmente o coro feminino, as "Crystal Mountain Singers", pelo qual gravou este ano vozes para o novo álbum de Moonspell, "Night Eternal" (SPV/Universal). Como convidada da banda,
acompanha a mesma em actuações ao vivo.

terça-feira, janeiro 13, 2009

28.02.09 - ThanatoSchizO - Teatro de Vila Real, Vila Real - 21:30h

ThanatoSchizO

Nove anos volvidos, os ThanatoSchizO voltam a actuar na sua capital de distrito. A 28 de Fevereiro de 2009, os criadores de Zoom Code vão apresentar-se em regime semi-acústico no Teatro de Vila Real, prometendo um set list que englobará temas dos seus quatro álbuns e algumas surpresas neste regresso. O concerto iniciar-se-á pelas 21:30h e os bilhetes já estão à venda, custando entre 7 Euros (preço normal) e 5 Euros (para menores de 25 e maiores de 65 anos). As reservas são válidas por uma semana e até 48 horas antes do evento, podendo ser efectuadas in loco ou através do email bilheteira@teatrodevilareal.com

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Entre Europa e Japão, Deep Purple em acção !!!

Roger Glover & Steve Morse (Deep Purple)

Os lendários Deep Purple, anunciaram através do site oficial, novas datas de concertos entre Abril e Julho deste ano :

Wed 04.08.09 Tokyo, Japan
Thu 04.09.09 Nagoya, Japan
Fri 04.10.09 Hiroshima, Japan
Sun 04.12.09 Kanazawa, Japan
Mon 04.13.09 Osaka, Japan
Wed 04.15.09 Tokyo, Japan
Fri 05.01.09 Wroclaw, Poland
Sat 05.02.09 Ostrava, Czech Republic
Sun 05.03.09 Bratislava, Slovakia
Mon 05.04.09 Prague, Czech Republic
Sat 07.11.09 Lakselv, Norway
Mon 07.13.09 Copenhagen, Denmark
Tue 07.14.09 Vasteras, Sweden
Wed 07.15.09 Goteborg, Sweden
Fri 07.17.09 Kotka, Finland
Sat 07.18.09 Tampere, Finland
Sat 07.20.09 Istanbul, Turkey
Sat 07.22.09 Athens, Greece
Sat 07.23.09 Thessaloniki, Greece
Sat 07.25.09 Baalbeck, Lebanon

www.deep-purple.com

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Eagles - Banda actua em Portugal


Uma das maiores bandas americanas de todos os tempos, com cinco singles e seis álbuns que alcançaram o primeiro lugar do top de vendas, os Eagles, actuam em Portugal, dia 22 de Julho, na digressão de apresentação do último álbum, “Long Road Out of Eden”.

Glenn Frey, Don Henley, Joe Walsh e Timothy B. Schmit, são os responsáveis por uma das grandes carreiras do rock americano, onde se inclui o álbum com o maior número de vendas na história dos Estados Unidos: “Their Greatest Hits” vendeu mais de 26 milhões de cópias.

Uma simples conta de somar, aos discos de Platina que os Eagles alcançaram apenas nos Estados Unidos, explica facilmente a importância da banda californiana: 39 em álbuns de originais + 15 em álbuns ao vivo + 46 em compilações = 100 Discos de Platina!!!

Passemos das vendas ao reconhecimento da indústria: 5 Grammys, o último dos quais alcançado no ano passado pelo álbum “Long Road Out Of Eden” e a consagração com a entrada no Rock and Roll Hall of Fame, em 1998.

Em 2007, após alguns anos sem editarem novos discos de originais, lançaram, “Long Road Out Of Eden”, que continuou a carreira de sucesso da banda, tendo alcançado 7 Discos de Platina e 1 Grammy.

David Lee Roth vs Sammy Hagar

David Lee Roth & Sammy Hagar

Segundo a sondagem que levamos a cabo, Sammy Hagar é o perferido nos Van Halen, pelos ouvintes/leitores do Templo do Rock. O Red Rocker conseguiu 60% das votações.

David Lee Roth, vocalista original do grupo, deixou a banda em 1985 para investir numa carreira a solo, tendo sido substituido por Hagar, que ficou até 1996. No mesmo ano, no Video Music Awards da MTV, foi anunciado publicamente o regresso de Lee Roth. Ainda nos bastidores da premiação o cantor desentendeu-se com o guitarrista Eddie Van Halen - e a pseudo-reunião virou piada no dia seguinte.

Recentemente, os Van Halen incorporaram na banda Wolfgang Van Halen, filho adolescente de Eddie, substituindo assim o baixista original e co-fundador Michael Anthony. A formação actual consiste em, David lee Roth, Eddie, Alex e Wolfgang Van Halen. A última tour com Sammy Hagar nos vocais e Michael Anthony no baixo aconteceu em 2004. No final Hagar afirmou, não suportar mais Eddie e Alex, e deixou novamente a banda.

Entretanto Sammy Hagar, depois de ter deixado os Van Halen, lançou mais dois trabalhos com os seus Waboritas, sendo o último "Cosmic Universal Fashion", editado em Novembro de 2008. Para além disso, Hagar e o seu ex companheiro nos Van Halen Michael Anthony, juntaram-se a Joe Satriani, e Chad Smith, baterista dos Red Hot Chilli Peppers, e formaram o super-progecto Chiken Foot.

No mínimo, é estranho ver os Van Halen sem Michael Anthony. E como diriam os nossos irmãos brasileiros, Sammy Hagar é o cara !!!

terça-feira, janeiro 06, 2009

As 40 Maiores Vozes do Rock, segundo a "Planet Rock"

O vocalista dos Led Zeppelin foi eleito a “maior voz da história do rock” de acordo com uma eleição realizada pela rádio digital “Planet Rock”. Na sequência aparecem, respectivamente, Freddie Mercury (QUEEN), Paul Rodgers (FREE e BAD COMPANY) e Ian Gillan (DEEP PURPLE). Roger Daltrey (THE WHO) fecha o Top 5. A única mulher presente na lista é Janis Joplin, que aparece na 21ª posição.

A lista das “40 Maiores Vozes do Rock” foi feita com base na opinião de DJs da emissora, apresentadores, ouvintes, críticos musicais e personalidades do mundo do rock como Tony Iommi (BLACK SABBATH), Phil Manzanera (produtor e ex-guitarrista dos ROXY MUSIC e Mick Wall (biógrafo dos LED ZEPPELIN).

O diretor de programação da “Planet Rock” Trevor White destacou a predominância dos britânicos na lista. “É excelente ver que a Grã-Bretanha produziu os três maiores vocalistas de todos os tempos”.

A lista completa da votação realizada pela “Planet Rock”:

01. Robert Plant (LED ZEPPELIN)
02. Freddie Mercury (QUEEN)
03. Paul Rodgers (FREE, BAD COMPANY)
04. Ian Gillan (DEEP PURPLE)
05. Roger Daltrey (THE WHO)
06. David Coverdale (WHITESNAKE)
07. Axl Rose (GUNS N' ROSES)
08. Bruce Dickinson (IRON MAIDEN)
09. Mick Jagger (THE ROLLING STONES)
10. Bon Scott (AC/DC)
11. David Bowie
12. Jon Bon Jovi (BON JOVI)
13. Steven Tyler (AEROSMITH)
14. Jon Anderson (YES)
15. Bruce Springsteen
16. Joe Cocker
17. Ozzy Osbourne
18. Bono (U2)
19. Peter Gabriel
20. James Hetfield (METALLICA)
21. Janis Joplin
22. Chris Cornell (AUDIOSLAVE / SOUNDGARDEN)
23. Roger Chapman (FAMILY)
24. Phil Lynott (THIN LIZZY)
25. Glenn Hughes (DEEP PURPLE)
26. Steve Perry (JOURNEY)
27. Jim Morrison (THE DOORS)
28. Alex Harvey (THE SENSATIONAL ALEX HARVEY BAND)
29. Rob Halford (JUDAS PRIEST)
30. Ronnie James Dio (DIO)
31. Sammy Hagar (VAN HALEN)
32. Meat Loaf
33. Alice Cooper
34. Geddy Lee (RUSH)
35. Brian Johnson (AC/DC)
36. David Gilmour (PINK FLOYD)
37. Fish (MARILLION)
38. Dave Lee Roth (VAN HALEN)
39. Biff Byford (SAXON)
40. Neil Young



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segunda-feira, janeiro 05, 2009

Neste Sábado (10/01) Thin Lizzy e V12 na "Máquina do Templo"

Phill Lynott (1949 - 1986)

Não poderiamos deixar passar em claro, neste início de Janeiro, em que passa mais um ano desde o desaparecimento físico, aos 35 anos, do GRANDE Sr. Phil Lynott, lider dos Thin Lizzy...Vamos ter a sua música e espírito, este Sábado no Templo do Rock !!!

Os Thin Lizzy, foram formados em 1969 pelos irlandeses Phil Lynnot (baixo e vocal), Brian Downey (bateria) e Eric Bell (guitarra), iniciaram as suas atividades em Dublin, Irlanda, a tocar em pequenos clubes e bares. O repertório variava entre covers e algumas composiçoes de Phil.

Em 1970 assinaram com o selo Decca, onde lançam três álbuns e uma serie de compactos. Nos dois primeiros álbuns, Thin Lizzy e Shades of Blue Orphanage, o estilo ainda era centrado numa mistura de Folk e Blues. No terceiro álbum, Vagabonds of Western World, eles optaram por um som mais pesado. Conseguiram colocar nas paradas de sucesso os singles Whiskey in the Jar e The Rocker. A banda começava, enfim, a ter sucesso.

Pulamos para 1973. Neste ano, Eric Bell deixa a banda e é substituído temporariamente por Gary Moore, amigo de muitos anos de Phil Lynott. Trocam o selo Decca pelo Vertigo. O escocês Brian Robbertson e o americano Scott Gorhan assumem as guitarras. Thin Lizzy estão prontos para descolar.

Gravam Nigh Life (1974), Fighting (1975) e estouram para o mundo com o álbum Jailbreak, em 1976. Seguem-se os álbuns Johnny the Fox e Bad Reputation, ambos de 1977. Os Thin Lizzy já eram reconhecidos como um super-grupo.

Em 1978 veio a consagração definitiva: foi lançado o álbum Live and Dangerous, considerado ate hoje um dos melhores ao vivo de todos os tempos. Brian Robbertson deixa o grupo. Mais uma vez Gary Moore é chamado. Com esta formação gravam o álbum Black Rose, em 1979. O sucesso continua.

O ano de 1980 chega e a banda começa a ter problemas. Phil Lynott começa-se afundar nas drogas. Gary Moore deixa a banda e é substituído por Snowy White, ex-sideman dos Pink Floyd. Phil lança o álbum solo Solo in Soho. Os Thin Lizzy gravam o álbum Chinatown.

Lançam em 1981 o álbum Renegade. Darren Wharton, que tocou como convidado no disco anterior, assume os teclados como efectivo. Snowy White deixa a banda.

Estamos em 1982. Phil Lynott lança mais um álbum solo, The Phil Lynott Album. John Sykes, ex-Tygers of Pan Tang, assume uma das guitarras. Gravam o último álbum de estúdio Thunder and Lightning. Phil esta perdendo a luta para as drogas...

Em 1983 os Thin Lizzy fazem a sua digressão de despedida com a participação dos membros anteriores, menos Snowy White. A digressão foi registada no álbum Live Life. Os Thin Lizzy colocaram ponto final na carreira.

Phil Lynott ainda tenta continuar na activa. Monta a banda Grand Slam, com o ex-baterista dos Thin Lizzy, Brian Downey. O projecto não vai adiante. Em 1985, Phil e Gary Moore excursionam juntos. Phil está doente.

Em 04 de Janeiro de 1986, Philip Parris Lynott, negro, filho de pai brasileiro e mãe irlandesa, morre de complicações de saúde derivadas do uso contínuo de drogas pesadas. Para homenagear Phil Lynnot, sua música e sua poesia, existe na Irlanda a Fundação Roisin Dubh (Black Rose, em gaélico), mantida pela sua mãe Philomena Lynott. Anualmente, no dia da morte de Phil, 04 de Janeiro, acontece um espectáculo em sua homenagem, o Vibe For Philo, com a presença de antigos membros dos Thin Lizzy, bandas covers e convidados.

Liderados por John Sykes e Scott Gorham, os Thin lizzy retornam à activa nos anos 90, onde o objectivo principal é prestar tributo a Lynott. Para além de Sykes na guitarra e vocal e Gorham na outra guitarra, os Thin Lizzy em 2009 são formados ainda por Francesco DiCosmo no baixo e Tommy Aldridge na bateria.

Outra curiosidade, na sua recente apresentação em Portugal (Faro, 2008), Gary Moore, fazia-se acompanhar na sua banda pelo Sr. Brian Downey, baterista original dos thin Lizzy, num concerto memorável.
V12

A presença nacional na rubrica "Máquina do Templo" no Templo do Rock de 10 de Janeiro, fica, e muito bem, a cargo dos V12.

O nome V12 e a ideia de formar uma banda surgiu ainda antes de qualquer um de nós saber tocar. Tudo começou em 1983/84 no Liceu de Sintra onde estudávamos. Nesse liceu estudavam também alguns elementos de uma excelente banda Punk, os Crise Total dos quais éramos fans. Eles tocavam super bem e ficávamos maravilhados a vê-los tocar e então decidimos que tínhamos de formar uma banda. Surgiu então o nome V12 associado à potência dos motores com 12 cilindros, mas… faltava o principal… sabermos tocar.

Eu e o Fingers decidimos que queríamos tocar guitarra, o Zé Paulo gostaria de ser o baixista, o Raff o cantor e o Carlos o baterista e assim foi…passado algum tempo e depois de termos aprendido os primeiros acordes, começámos a compor as primeiras musicas, com influências de Ramones que era na altura a nossa banda de eleição.
Infelizmente o Carlos não “atinava” com a bateria e cedeu o lugar ao Beto Garcia que era já para a altura um baterista genial. Nessa altura as nossas guitarras eram acústicas e percebíamos que estávamos limitados, só mais tarde, quando comprámos as primeiras guitarras eléctricas e os pedais de distorção é que começaram a nascer as “malhas” que viriam a constituir o primeiro reportório de V12 com influências de bandas que ouvíamos como: Iron Maiden, Helloween, Judas Priest, Manowar, Metallica, etc.

A banda quase termina quando o Fingers vai viver com os pais para o Barreiro, pois sem um dos elementos principais era impossível continuar e durante quase dois anos a banda fica parada, mas entretanto ele volta e recomeçam os ensaios. Como não tínhamos garagem ensaiávamos no apartamento do Fingers com bateria e tudo, mas não durou muito tempo pois os vizinhos fizeram um baixo assinado e correram com o pessoal de lá…imaginem o”noise” que era…eh.eh.

Graças a um amigo nosso, o Rui “Punk”que nos cedeu um anexo …a Adega…voltámos á carga e começámos a preparar o primeiro espectáculo. Em 1987 damos o primeiro concerto no Barreiro abrindo para os Black Cross, entretanto organizámos mais dois concertos antes do concerto no Rock Rendez Vous.

Foi impressionante que a cassete que gravámos do concerto do R.R.V. iria passar de mão em mão e pouco tempo depois estava a passar nas rádios locais de norte a sul do País. Juntamente com o apoio dado pelas fanzines, que estavam também a dar os primeiros passos, rapidamente ficámos conhecidos no panorama do Heavy Metal Português. Entretanto em 1988 o Raff Maya sai e entra o Jorge Martins para as vozes, continuámos a compor novos temas mas faltava um contrato com uma Editora para a gravação de um disco, contracto esse que viria a ser conseguido com a Polygram em 1989 com a condição de ser cantado em Português. Em 1990 o disco sai e fazemos mais uma série de concertos, alguns dos quais como banda suporte dos Xutos&Pontapés Ainda durante a promoção do álbum o baterista Beto Garcia sai para os Rádio Macau e entra o Filipe Gonçalves.

Esta altura coincide com o terminar definitivamente o liceu e teríamos de urgentemente procurar emprego ou viver da música, mas os concertos escasseavam e não havia forma de tocarmos ao vivo. Sem apoio financeiro tivemos de tomar opções, uns foram trabalhar e outros dedicaram-se á música mas como músicos contratados e a banda praticamente terminou. Em 1992 tentámos novamente, desta vez com a entrada de mais dois elementos novos: o baixista Luciano Barros e a cantora Célia Lawson e com a criação de uma demo com 12 ou 13 temas cantados em Inglês. Ainda fizemos uns 3 ou 4 concertos mas não chegámos a conseguir contracto com nenhuma editora e em 1993 a banda terminou definitivamente.

É com mágoa que digo que esta banda teria muito mais para dar, mas apesar de tudo, penso que valeu a pena, principalmente pelo carinho que os nossos fans, ainda hoje nos dedicam.

Paulo Ossos (Guitarrista, e um dos fundadores dos V12)
http://www.myspace.com/v12metal


O QUE QUERES ESCUTAR NA RUBRICA "MÁQUINA DO TEMPLO" DO TEMPLO DO ROCK ???
Envia as tuas sugestões via EMAIL: templodorock.rua@hotmail.com, MSN: santoscarlos76@hotmail.com, ou SMS: 965430478 / 915122619.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Brian Johnson, vocalista dos AC/DC, em livro


Brian Johnson, vocalista dos AC/DC, assinou um acordo com a editora «Penguin Books» para editar um livro com as suas memórias.
O livro vai conter uma colecção de «pensamentos e anedotas» que o cantor compilou com o passar dos anos.
Brian Johnson alerta, no entanto, para os fãs não esperarem uma obra baseada exclusivamente em rock 'n' roll. «Adoro a comédia e os carros têm ocupado uma grande parte da minha vida. Tenho a sorte suficiente de poder comprar alguns dos mais exóticos», disse o vocalista dos AC/DC.
Notícia RUA: www.rua.pt

Templo do Rock - 10 Anos a Bombar !!!

Este será um ano especial para o nosso Templo do Rock, pois comemoramos a 1ª Década de existência.
Para além das habituais novidades, vamos começar a ter pelo menos, um trabalho Nacional em destaque em cada emissão na nossa "Maquina do Templo". Rubrica onde habitualmente recordamos dois trabalhos clássicos e(ou) raros do Rock e Metal mundial, por programa. Neste primeiro Sábado do ano, teremos em destaque os trabalhos "Bandolier" dos Budgie (1975), e os nossos saudosos SHRINE com o único longa duração da carreira, "Perspective" (1994).

BUDGIE "Bandolier":

Budgie Biografia:

Criada em 1968, a sua formação original consistia de Burke Shelley (John Burke Shelley, 10 de abril de 1947, Tiger Bay, Cardiff, South Glamorgan, Gales do Sul) no baixo e vocal, Tony Bourge (Anthony James Bourge, 23 de novembro de 1948, Tiger Bay, Cardiff, South Glamorgan, Gales do Sul) (guitarra e vocal) e Ray Phillips (Raymond John Phillips, 1 de março de 1945, Tiger Bay, Cardiff, South Glamorgan, Gales do Sul (bateria). A atual formação é composta por Simon Lees (guitarra), Burke Shelley (baixo e vocal) e Steve Williams (bateria).

O primeiro álbum foi gravado em Rockfield Studios com o produtor dos Black Sabbath, Rodger Bain e lançado em 1971 seguido por Squawk em 1972. O álbum que se seguiu, Never Turn Your Back On a Friend (1973), inseriu a banda na história do rock and roll e possivelmente contém sua melhor canção, "Breadfan", mais tarde regravada pelos Metallica. (Metallica também regravou uma outra canção dos Budgie, "Crash Course In Brain Surgery"). Ray Philips deixou a banda antes do quarto álbum In for the Kill ser gravado e foi substituído por Pete Boot (Peter Charles Boot, 30 de setembro de 1950, West Bromwich, Staffordshire).

Em 1975 Bourge e Shelley se juntaram ao baterista Steve Williams para o álbum Bandolier, Bourge deixou a banda em dezembro de 1978 e foi substituído por John Thomas. A música do LP de 1978, "Impeckable", fez parte da banda sonora do filme "J-Men Forever" de 1979 (aparecendo frequentemente na série de televisão "Night Flight" da USA Network de 1981 a 1988) tornou um clássico. A banda resistiu com sucesso à New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM) até 1982, sendo até mesmo a atração principal dos Festivais de Reading e Leeds. Eles chegaram a ter um grande número de fãs na Polonia, chegando a ser a primeira banda de heavy metal a apresentar-se atrás da Cortina de Ferro em 1982. Teve também destaque a sua digressão com o apoio de Ozzy Osbourne em 1984.

A banda desfez-se em 1988, os seus membros foram participar em produções de estúdio e ocasionalmente convidados para outros projetos; John Thomas participou em estúdio do CD Phenomena com o ex-integrante dos Black Sabbath, Glenn Hughes. John Thomas deixou a banda em 2001 depois de terem sido a atração principal do festival ao ar-livre, "Welsh Legends of Rock".

Desfrutando de grande popularidade no Texas, um pouco graças ao lendário promotor musical, o DJ e empresário do ramo de restaurantes, Joe "The Godfather" ou "Mr. Pizza" Anthony na rádio KMAC/KISS da década de 1970, a banda reuniu-se para apresentações em 1995, 1996 e 2000 nos festivais ao ar-livre 'La Semana Alegre' em San Antonio, Texas. Tocaram de 2002 a 2006, principalmente no Reino Unido, pelas regiões de Nova York/Nova Jérsei, Dallas e realizaram algumas apresentações na Europa incluindo o Festival do Rock da Suécia e um retorno à Polonia pós-comunista.

Os Budgie gravaram um novo álbum intitulado You're All Living In Cuckooland, que foi lançado no Reino Unido no dia 7 de novembro de 2006.
Fonte: Wikipédia

SHRINE "Perspective"

SHRINE biografia:

Há quem diga que o talento nasce com as pessoas, ou que o destino é traçado à nascença. Estas podem ser meras afirmações populares que o senso comum alimentou ao longo dos séculos, por questões religiosas ou sociais, no entanto há que analisar se têm ou não fundamento. Esta questão podia ter sido aplicada aos SHRINE que pareciam realmente ter nascido para a música. No início da década de 90 o triângulo ficou definido com Simões na guitarra e voz, Eduardo no baixo e Rogério na bateria. Compartilhando gostos musicais semelhantes, os SHRINE trabalharam as composições com o objectivo de entrar em estúdio e mostrar o seu trabalho a um maior número de pessoas. Assim em 1992 gravaram a demo’92 apenas destinada ao circuito promocional. A demo continha três temas alucinantes, com doses letais de riffs devastadores, onde o Doom, Thrash, Death se misturavam resultando numa sonoridade forte, sem limites. A intensidade do som dos SHRINE conquistou tudo e todos, o que lhes valeu um contrato de management com a Contacto e a inclusão do tema “My Hatred” na compilação “The Birth Of A Tragedy”, que reuniu duas dezenas de bandas nacionais, tudo isto em 1992. Com o tema "My Hatred" a rodar nas rádios e a subir nos tops da especialidade, aconteceram os primeiros espectáculos, que se prolongaram até 1993. Em Fevereiro actuaram como banda suporte dos germânicos KREATOR, foi então que o verdadeiro reconhecimento surgiu. Tiveram alguma exposição televisiva através do video-clip do tema “The Masonry” e os espectáculos continuaram durante 1993, um pouco por todo o país. Ao vivo SHRINE era um furacão que devastava cada local por onde passava, com actuações surpreendentes. Já com maior experiência e temas novos prontos a gravar era chegada a altura de pensar num novo trabalho de estúdio. Entraram nos estúdios Tcha Tcha Tcha em Miraflores e gravaram temas com o objectivo de mostrar o produto das gravações às editoras. Logo no início de 1994 assinaram contrato de edição com a “Morgana Records”. O fruto desse contrato foi o CD “Perspective”, onde mais uma vez a intensidade do Metal dos SHRINE estava reunido em oito temas cujos títulos foram os seguintes: “Within You (It Hurts)”, “Luminous Green”, “The Masonry”, “In The Machine”, “Here M. G. R.”, “La Danse des Morts”, “Ophelia dreamed” e “Ethereal”. O CD foi produzido pela própria banda com o auxílio de Zé Motor e as suas músicas reflectiam bem o estilo heterogéneo praticado pelo SHRINE.
Fonte:http://www.myspace.com/shrinept

QUAIS OS TRABALHOS/BANDAS QUE GOSTARIAS DE VER NA RUBRICA "MÁQUINA DO TEMPLO"???
Envia as tuas sugestões através de email: templodorock.rua@hotmail.com, msn: santoscarlos76@hotmail.com, SMS: 965430478 ou 915122619.
FORÇA!!!Deem-nos um sinal de vida!!!
Beijos e Abraços...
FELIZ 2009!!!

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Templo do Rock - Top 30 [Play List - Dez / 2008] :

Fires Of Babylon

[01] FIRES OF BABYLON - "Fires of Babylon" cd 2008
[02] MARTY FRIEDMAN - "Future Addict" cd 2008
[03] SISTER SIN - "Switchblade Serenades" cd 2008
[04] INCRAVE - "Dead End" cd 2008
[05] RANDY PIPER´S ANIMAL - "Virus" cd 2008
[06] FREQUENCY - "Compassion Denied" cd 2008
[07] MARILLION - "Happiness Is The Road" dcd 2008
[08] FATAL SMILE - "World Domination" cd 2008
[09] ECLIPSE - "Are You Ready To Rock" cd 2008
[10] BATTLEROAR - "To Dead And Beyond" cd 2008
[11] JUDAS PRIEST - "Nostradamus" dcd 2008
[12] THE SCOURGER - "Dark Invitation To Armageddon" cd 2008
[13] H.E.A.T. - "H.e.a.t." cd 2008
[14] CAIN´S DINASTY - "Legacy Of Blood" cd 2008
[15] CROM - "Vengeance" cd 2008
[16] KHYMERA - "The Greatest Wonder" cd 2008
[17] DISMEMBER - "Dismember" cd 2008
[18] URIAH HEEP - "Wake The Sleeper" cd 2008
[19] MYLAND - "No Man´s Land" cd 2008
[20] DIGNITY - "Progect Destiny" cd 2008
[21] LOUDNESS - "Metal Mad" cd 2008
[22] THERION - "Live Gothic" dcd 2008
[23] TESTAMENT - "The Formation Of Damnation" cd 2008
[24] ALLIANCE - "Road To Heaven" cd 2008
[25] JOURNEY - "Revelation" dcd 2008
[26] BROTHER FIRETRIBE - "Heart Full Of Fire" cd 2008
[27] DRIVER - "Sons Of Thunder" cd 2008
[28] POWERWORLD - "Powerworld" cd 2008
[29] STEVE LUKATHER - "Ever Changing Times" cd 2008
[30] YNGWIE MALMSTEEN - "Eternal Flame" cd 2008

Templo do Rock - "Máquina do Templo" [Rubrica - Dez 08] :

APRIL WINE - "Harder Faster" (1980)
U.D.O. - "Mean Machine" (1989)
SURVIVOR - "Vital Signs" (1984)
RIOT - "Sons of Society" (1999)

UNBRIDLED: PRÓXIMAS DATAS AO VIVO, DISCO NOVO


Eis as próximas datas de concertos dos portugueses Unbridled de Viseu, que assinaram recentemente pela editora norte-americana Hard As Hell Records, e se preparam para editar o seu álbum de estreia, «Deathcore Glamour», em 2009.
09.01 – Hangar Club (Viseu) – concerto de apresentação do disco
17.01 – Kapingbdi Bar (Tábia), c/ The Last Of Them
24.01 – Baile de Finalistas da Esc. Prof. De Tondela
14.02 – Fuck Valentine Fest (Lagos)
15.01 – Casa de Lafões (Lisboa)
20.02 – 3 Tons Bar (Mira)
20.03 – Via Latina (Coimbra)
27.06 – Detroit Hell Fest (Detroit, E.U.A.)

terça-feira, dezembro 02, 2008

ANÁLISE - GUNS N' ROSES "Chinese Democracy"


Os nossos amigos do "Metalmorfose", fizeram no seu site uma fiel análise ao "novo" album dos Guns N´Roses de Axel Rose. Aí vai:

Finalmente, Chinese Democracy chega oficialmente aos ouvidos de todo o Mundo. Axl Rose resolveu sair de trás das cortinas para apresentar o tão aguardado trabalho de inéditos. Porém, se és, fã de Guns e estás à espera de algo clássico como foi Use Your Illusion I e II, fica com todos os pés, mãos, ouvidos e até mesmo o coração atrás. Se esperas algo bombástico, quebras-te a cara.
Foram longos e praticamente inacabáveis 17 anos de espera para que Chinese Democracy fosse lançado. Sempre que podia Axl arrumava uma forma de aparecer na imprensa e tocar no assunto mais cobiçado da parte dele, da media e dos seus fieis seguidores. No entanto, depois de tanto blá, blá, blá, o que podemos escutar é algo totalmente defasado. A sonoridade tem uma pitada moderna, tem seus prós, mas tem “milhões” de contras.
Da mesma maneira que Chinese Democracy tenta soar como o velho Guns ´n Roses, Chinese Democracy poderia ser muito bem o novo trabalho de qualquer outra banda alternativa. Acredito que se fosse um CD de qualquer outro grupo teria encontrado algo prestável, mas com o nome Guns estampado na capa, Chinese Democracy torna-se um disco ridículo. Até parece um surto psicótico de Axl Rose composto num monte de composições com estrutura e sonoridade já feita por qualquer outra bandinha.
Podes estar completamente transtornado e a querer a cabeça deste jornalista por estes três parágrafos, mas Chinese Democracy não é nada daquilo que esperavas. È mais um CD para vender milhões, aguçar a tua ilusão, mas, na minha simples opinião, este CD é uma tremenda sacanagem, que abala ainda mais a credibilidade da banda.
Logo no primeiro riff, que, por sinal, lembra muito Rock You Like a Hurricane, dos Scorpions, a faixa de abertura Chinese Democracy soa forte, pesadinha e moderna, mas não passa disso. Não demora muito e logo a voz de Axl explode nos teus ouvidos com a explicita e patética intenção de dizer: “Olhem pra mim, eu voltei”!
Com uma formação completamente diferente, Axl Rose ao menos escolheu bons músicos para este disco. A gravação está muito boa, mas falta aquela pitadinha de sal ou aquele docinho que te alucina, que te faz delirar, que te faz viajar mesmo sentado numa poltrona ou deitado na cama.
Curiosidades à parte, Chinese Democracy começou a ser composto em 1994, dois anos antes da debandada de Slash, Matt Sorum e Duff McKagan para montarem os Velvet Revolver. Acredito que se a clássica formação tivesse se mantido, a história seria bem diferente. A gravação teve inicio em 1997, quando Axl Rose era o único membro original. Até mesmo o novo guitarrista Dizzy Reed arrumou as malas e foi embora.
Neste disco, Axl parece que quer mostrar de todas as maneiras a sua versatilidade artística e acaba disparando contra todos os segmentos musicais. Podemos ouvir diferentes estilos como o pop pegajoso, o nu-metal, pegadas latinas com tendências moderninhas que flertam com a dance music. Se até oa momento, o caro leitor ainda não ouviu nada de Chinese Democracy, com certeza, está boquiaberto de tanto espanto.
O disco começou a ser anunciado com o lançamento de Oh My God, em 1999, música que faz parte da trilha sonora do filme Fim dos Dias, estrelado pelo ex-actor Arnold Schwarzenegger. Porém, há sete anos atrás, quando a banda esteve no Brasil a tocar no Rock in Rio 3, e em 2002, quando se apresentou no tradicional MTV Video Music Awards, a única coisa que chamou à atenção e causou estranheza foi o visual de Axl com suas trancinhas e no facto de ele ter dado a cara após um longo hiato. Algo ali já dizia que alguma coisa não estava indo na direção certa. Tanto que as músicas novas ficaram em segundo plano e pouco importaram.
Agora, Axl sente a pressão de chegar perto do sucesso de vendas que foram Use Your Illusion I e II, lançados simultaneamente em 1991, e que alcançaram imediatamente o topo de vendas. Naquela época, os Guns eram uma das principais bandas do Rock ao lado dos Metallica. Por todas as cidades que passavam, os bilhetes esgotavam em poucas horas. Os estádios estavam sempre lotados, as músicas explodiam nas rádios e na MTV. Os fãs mal podiam esperar pelo novo material da banda. Neste momento, todo aquele glamour veio abaixo.
Acredito que a Geffen Records, editora do grupo, ou melhor, de Axl, prevendo pelo pior, obrigou a banda a financiar e completar o disco, que custou a mera bagatela de U$ 13 milhões de dólares, ou seja, este é o trabalho mais caro da História da Música.
Shackler's Revenge, a segunda do disco e que foi disponibilizada na internet antes do lançamento, tem uma pegada modernosa que nos remete ás características de Korn (!) e Rammstein (!!!!), mas depois cai numa melodia pegajosa nos moldes do Likin Park. É pedir a morte, não é?
A composição mais tragável é Better. Um popinho pegajoso, bem feito, com uma pegada e melodia interessante, mas segue bem o estilo MTV. Street of Dreams é uma balada, com a voz de Axl alta como sempre. If the World tem um começo bem atraente, com uma tendência moderna, mas Axl deixa transparecer que se vendeu definitivamente ao mercado. A batida eletrônica, o baixo cheio de groove, a guitarra distorcida bem de fundo fazendo uma cama é o tempero da quinta faixa.
Depois disso, o disco é uma maçada. Em Sorry, Axl canta: “No sorry for you, no sorry for me”. Seria esta uma falta de educação antecipada?
Depois de fracassada a expectativa de lançamento nos últimos anos, a única que deve lucrar em certo ponto é a fabricante Dr. Pepper, que dará um refrigerante para cada americano caso o Chinese Democracy fosse lançado.
Nos Estados Unidos, o disco será vendido a partir do dia 23 de novembro exclusivamente pela rede de lojas Best Buy e estará disponível em três formatos: CD, LP e digital. Para ouvir as 14 músicas deste álbum, basta acessar www.myspace.com/gunsnroses.

Tracklist:
1. "Chinese Democracy" (Rose/Freese)
2. "Shackler's Revenge" (Rose/Buckethead/Costanzo/Mantia/Scaturro)
3. "Better" (Rose/Finck)
4. "Street Of Dreams" (Rose/Stinson/Reed)
5. "If the World" (Rose/Pitman)
6. "There Was A Time" (Rose/Tobias/Reed)
7. "Catcher In The Rye" (Rose/Tobias)
8. "Scraped" (Rose/Costanzo/Buckethead)
9. "Riad N' The Bedouins" (Rose/Stinson)
10. "Sorry" (Rose/Buckethead/Mantia/Scaturro)
11. "I.R.S." (Rose/Tobias/Reed)
12. "Madagascar" (Rose/Pitman)
13. "This I Love" (Rose)
14. "Prostitute" (Rose/Tobias)

Formação:
W. Axl Rose - Vocal (em todas as faixas) / Piano (Faixas 7,13,14) / Guitarra (Faixas 6,12) / Teclado (Faixas 1,13) / Sintetizador (Faixas 6,13) / Trompa Sintetizada (Faixa 12) / Samples (Faixa 12)
Ron "Bumblefoot" Thal - Guitarra (em todas as faixas)
Richard Fortus - Guitarra (Faixas 1,3,4,6,14)
Tommy Stinson - Baixo (em todas as faixas, exceto faixa 5)
Frank Ferrer - Bateria (Faixas 1,3,5,6,11)
Dizzy Reed - Teclado (Faixas 1-4,6-9,11,14) / Piano (Faixas 4,5) / Sintetizador (Faixas 4,6,13,14)
Chris Pitman - Teclados (Faixas 1-8,10,12,13) / Baixo (Faixa 5,6,12) / Sub-Bass (em todas as faixas, exceto faixa 7) / Guitarra (Faixas 1,5) / Sintetizador (Faixa 4,6,13,14) / Programação Eletrônica (Faixas 5,6,12) / Mellotron (Faixa 6)

Músicos Adicionais:
Robin Finck - Guitarra (em todas as faixas) / Teclado (Faixas 3,5)
Buckethead - Guitarra (em todas as faixas, exceto faixas 7 e 13)
Paul Tobias - Guitarra (Faixas 1,3-7,9,11,12,14) / Piano (Faixa 6)
Bryan "Brain" Mantia - Bateria (em todas as faixas, exceto faixa 1) / Programação Eletrônica (Faixa 11)

Músicos Convidados:
Paul Buckmaster - Orquestração (Faixas 4,6,12,14)
Marco Beltrami - Orquestração (Faixas 4,6,12,13,14)
Eric Caudieux - Programação Eletrônica (Faixa 5) / Sub-Drums (Faixa 13)
Pete Scaturro - Teclado (Faixa 10)
Sebastian Bach - Backing Vocal (Faixa 10)
Suzy Katayama - Trompa (Faixa 12)
Patti Hood - Harpa (Faixa 13)
Caram Costanzo - Sub-Drums (Faixa 13)

Por: Costábile Salzano (http://metalmorfose.blogspot.com/)

domingo, novembro 30, 2008


Os germânicos KREATOR vão regressar a Portugal no próximo dia 30 Janeiro para um espectáculo no Teatro Sá da Bandeira no Porto. Esta data única em Portugal insere-se na digressão "Chaos Over Europe" que servirá de promoção ao próximo álbum de originais "Hordes of Chaos", a ser editado em 16 de Janeiro de 2009.

Caliban, Eluveite e Emergency Gate são os grupos que acompanham os Kreator nesta tour europeia.

Os bilhetes para o concerto custam 20,00€ (venda antecipada) e 23,00 € (no próprio dia).

AUSTRALIAN PINK FLOYD no Coliseu dos Recreios


São a mais conhecida e mais talentosa banda de tributo aos grandes Pink Floyd. Quem o afirma é o próprio David Gilmour.
Os cinco Australian Pink Floyd transportam por todo o Mundo, em digressões entusiasticamente recebidas, um grande e longo espectáculo em que recriam de uma forma perfeita muitos dos temas mais emblemáticos do grupo de Roger Waters.
Mas no próximo dia 13 de Março, o Coliseu dos Recreios não vai apenas receber um espectáculo “Greatest Hits”. Em jeito de celebração dos 30 anos da lendária ópera rock “The Wall”, os Australian Pink Floyd trazem uma nova produção com uma incrível parafernália de efeitos especiais – animação, lasers, bonecos insufláveis, entre outros – tudo para recriar com a maior espectacularidade e fidelidade o mítico concerto de 1979.
A propósito deste glorioso espectáculo, o Daily Mail de Londres escreveu: “Australian Pink Floyd do Floyd better than Floyd do themselves”. Tudo está pensado ao mínimo detalhe mas o que, de certo, fará as delícias de todos, será o viver ao vivo todos os clássicos. Será uma noite inesquecível e obrigatória para qualquer fã dos Pink Floyd e para todos aqueles que querem conhecer melhor o seu trabalho.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Templo do Rock - Top 30 - Play List [Nov / 2008] :

Dark Sky

[01] DARK SKY - "Empty Faces" cd 2008
[02] WHITESNAKE - "Good To Be Bad" cd 2008
[03] DOKKEN - "Lightning Strikes Again" cd 2008
[04] BRAINSTORM - "Downburst" cd 2008
[05] AC/DC - "Black Ice" cd 2008
[06] MOTÖRHEAD - "Motörizer" cd 2008
[07] URIAH HEEP - "Wake the Sleeper" cd 2008
[08] WARPATH - "Damnation" cd 2008
[09] GYPSY ROSE - "Another World" cd 2008
[10] ALICE COOPER - "Along Came a Spider" cd 2008
[11] KIING´S X - "XV" cd 2008
[12] QUEEN + PAUL RODGERS - "The Cosmos Rocks" cd 2008
[13] DANKO JONES - "Never Too Loud" cd 2008
[14] NAZARETH - "The Newz" cd 2008
[15] BROTHER FIRETRIBE - "Heart Full of Fire" cd 2008
[16] JIMI JAMISON - "Crossroads Moment" cd 2008
[17] TYGERS OF PAN TANG - "Animal Instict" cd 2008
[18] EVERON - "North" cd 2008
[19] ARI KOIVUNEN - "Becoming" cd 2008
[20] BLAZE BAYLEY - "The Man Who Would Not Die" cd 2008
[21] MSG - "In the Midst of Beauty" cd 2008
[22] JUDAS PRIEST - "Nostradmus" cd 2008
[23] DRIVER - "Sons of Thunder" cd 2008
[24] DON AIREY - "A Light in the Sky" cd 2008
[25] ECLIPSE - "Are You Ready to Rock" cd 2008
[26] PRESTO BALLET - "The Lost Art of Time Travel" cd 2008
[27] STEPHEN PEARCY - "Under My Skin" cd 2008
[28] ADX - "Division Blindée" cd 2008
[29] H.E.A.T. - "H.E.A.T." cd 2008
[30] HOWLIN RAIN - "Magnificient Fiend" cd 2008

Templo do Rock - "Máquina do Templo" [Rubrica] (Novembro 2008) :

FIREHOUSE - "Firehouse" (1990)
ANGEL WITCH - "Angel Witch" (1980)
Y&T - "Black Tiger" (1982)
GASKIN - "Im No Full" (1981)
FOREIGNER - "Classic Hits Live" (1993)
ACCEPT - "Staying A Life" (1990)
FOGHAT - "Night Shift" (1976)
XEQUE MATE - "Em Nome do Pai, do Filho,...e do Rock N´Roll" (1985)

domingo, novembro 23, 2008

6 Anos - 6 Dias

A Rádio Universitária do Algarve festeja no próximo dia 28 de Novembro, o seu 6º aniversário.
De 24 a 29 de Novembro, a RUA FM comemora mais um ano, com um programa que se estende por 6 dias e 6 noites.

A Academia, a Cultura e a Música são os pilares que têm acompanhado a RUA ao longo destes anos e marcam também este 6º aniversário. Cinema, Música, Programas ao vivo, Tertúlia, Concertos, convidados, serão assim os 6 dias de comemorações.

No decorrer da semana, as emissões diárias contam com convidados especiais e algumas surpresas. As emissões de autor, em directo do BA Caffé poderão ter a presença dos ouvintes que tenham a curiosidade de
saber como se faz rádio ao vivo e conhecer quem os acompanha semanalmente, na antena da RUA FM e as noites são animadas pelos DJs da RUA.

O ciclo de Cinema, a acontecer no Anfiteatro da ESE às 18:30, junta as duas artes (Música & Cinema) e traz o que se tem passado nos últimos anos do palco para a tela.
Destaques para a entrevista ao Reitor da Universidade do Algarve em directo do BA Caffé, dia 26, para o debate entre os dois candidatos a presidente da Associação Académica, na emissão do Campus da Penha às 14:00, no dia 27 e às 22:00 a Tertúlia A Comunicação Social e a UAlg, que pretende iniciar uma nova tendência de debates na RUA.

Os concertos também não podiam faltar e para além da Banda da RUA, convidámos 6 bandas algarvias para se juntarem a nós numa noite de convívio.
Durante 6 dias a RUA FM sai dos estúdios e vai de encontro aos seus ouvintes e à Academia, porque este aniversário não é só da RUA, mas de quem a faz crescer todos os anos..

De 24 a 29 de Nov - 6 anos de antena...6 anos de emissões e de emoções... 6 dias de festa
Programa do Aniversário:

2ª – 24Nov

Cinema (ESE) - 18:30 – Walk the Line –(James Mangold – 2005 – 136’)
Baseado na vida de Johnny Cash, desde a infância ao sucesso, os problemas com as drogas e a relação com June Cárter. Vencedor do Óscar e para melhor actriz e Globo de Ouro para actriz, actor e filme musical.
Emissões RUA FM (estúdios) - 14:00 - Emissões com convidados
(Ba Caffé) - 20:00 -Orgasmo Mental (Inês Severino)
22:00 - País Relativo (Filipe Santos)
Dj’s RUA (BA Caffé) 00:00 – No Way Dj / Dj Sir Aiva

3ª – 25Nov

Cinema (ESE) - 18:30 - Lou Reed – Rock and Roll Heart (Timothy Greenfield-Sanders – 1998 – 73’)
Retrato do percurso de Reed, desde as primeiras tentativas de singrar em pequenas editoras discográficas, à formação dos Velvet e a relação com Andy Warhol, e, finalmente, o seu trabalho a solo, onde se inclui mesmo
uma colaboração com o encenador Bob Wilson na ópera rock-futurista “Time Rocker”.
Emissões RUA FM (estúdios) - 14:00 - Emissões com convidados
(BA Caffé) - 19:00 – Mobilitas (Ricardo Dores & Ana Sequeira)
20:00 – JazzToca (João Melro)
22:00 – Bluesmente Falando (Hernâni Nascimento e João Godinho)
Dj’s RUA (BA Caffé) 00:00 – Almost Naked Dj’s

4ª – 26Nov

Cinema (ESE) - 18:30 - I’m Not There – (Todd Haynes – 2007 – 135’)
A vida e a carreira do cantor Bob Dylan. De jovem menestrel a profeta folk, de poeta moderno a roqueiro, de ícone da contracultura a cristão renascido, de cowboy solitário a popstar.
Emissões RUA FM (estúdios) 14:00 - Emissões com convidados
18:00 - Lançamento da Edição de Novembro d’O Canudo (BA Caffé)
(BA Caffé) 19:00 - Impressões: Convidado - João Guerreiro, Reitor da UAlg
20:00 - Sonoridades (Didier Grelha)
22:00 - Zona Reggae (Ricardo Duarte)
Dj’s RUA (BA Caffé) 00:00 - I Rick Dj

5ª – 27Nov

Cinema (ESE) - 18:30 - Control – (Anton Corbijn – 2007 – 122’)
Um retrato da vida atribulada de Ian Curtis e do percurso dos Joy Division. Vencedor do Best European Film.
Award de Cannes em 2007. Além dos temas dos Joy Division a banda sonora inclui nomes como David Bowie,
Roxy Music, Iggy Pop, Sex Pistols ou os Buzzcocks.
Emissões RUA FM (Campus da Penha)
08:00 - 16:00 - Emissão com Convidados
(14:00 - Debate com os candidatos à direcção da AAUAlg)
(estúdios) – 16:00 - Emissão com Convidados
(BA Caffé) - 19:00 - Socializar por aí (alunos do Curso de Educação Social)
20:00 - Sopa da Pedra (Carlos B. Norton)
21:00 - Quinta da Música (Manuel Amorim)
22:00 - Tertúlia A Comunicação Social e a UAlg (Convidados: UAlg,
Jornalistas e Professores da área da Comunicação Social)
Dj’s RUA (BA Caffé) 00:00 - Norton & Didier - “Sons do Planeta”

6ª – 28Nov

Cinema (ESE) - 18:30 - Any Way The Wind Blows – (Tom Barman, vocalista do grupo belga dEUS - 2007 -
127 minutos). A história de uma sexta-feira quente em Antuérpia, onde várias pessoas sonham com uma vida
diferente. Uma delas é o enigmático Windman. À noite, uma festa recebe todos... Um filme onde a banda
sonora salta para primeiro plano, com temas de Herbie Hancock, Squarepusher, Queens of the Stone Age ou os
Magnus, projecto de Tom Barman e CJ Bolland
Emissões RUA FM (Campus de Gambelas)
08:00 - 16:00 - Emissão com Convidados
(BA Caffé) 19:00 - Rua do Imaginário (Luis Ene)
20:00 - Ao Nascer da Lua (João Saraiva)
22:00 - Raveolutions (Gil Rodrigues e Helena Isabel)
00:00 – Concerto Banda da RUA (B.A Caffé)
Dj’s RUA (BA Caffé) 01:00 - Filipe Santos / Dj Mr. Kool

Sab – 29Nov

Emissões RUA FM (estúdios) - 16:00 - Emissões com convidados
(BA Caffé) - 21:00 - Emissão com Concertos
21:00 – 01:00 Showcases (B.A Caffé): Som com Tom
Pelivento
Original Electro Groove
Mudo
Bandojah
6 Irish Man
01:00 - Jam Session

quinta-feira, novembro 06, 2008

Extreme - Cheios de energia no Coliseu de Lisboa


Numa semana cheia de concertos no Coliseu dos Recreios, a noite de quarta-feira trouxe à sala lisboeta o regresso do rock típico do final dos anos 1980, início da década de '90. Os Extreme, do português Nuno Bettencourt, regressaram 13 anos após a última passagem por Lisboa na apresentação de «Saudades de Rock», o disco que marca o renascimento da banda de Boston, que não lançava um álbum desde 1995.

O guitarrista português fez questão que a digressão europeia tivesse o seu arranque em Portugal, mas não foram muitos os que responderam à chamada. Talvez porque 13 longos anos foram suficientes para quebrar o interesse, ou então porque os Extreme nunca tiveram assim tantos fãs no nosso país que conhecessem mais do que a balada «More Than Words». O Coliseu esteve assim com menos de metade da sua lotação num concerto maioritariamente para um público já acima dos 30 anos de idade.

Um vocalista (Gary Cherone) irrequieto - cheio de poses teatrais e escalando até colunas de som -, infindáveis solos de guitarra a evidenciar a qualidade técnica de Bettencourt e refrões cantados a três no mesmo microfone; eis o regresso do hard rock que popularizou bandas como os Van Halen ou os Mötley Crüe. Também os Extreme tiveram o seu punhado de êxitos e os principais foram recordados no Coliseu.

Quase sem surpresas, o público preferiu a electricidade de «Decadence Dance» e «Play With Me», dos dois primeiros álbuns dos Extreme, em detrimento de algumas novas canções ainda menos conhecidas, como foi o caso de «Ghost», tocada ao piano pelo músico açoriano.

Ainda assim, foi com um novo tema que o concerto arrancou em alta rotação. «Comfortably Numb» caiu melhor no goto dos fãs mais antigos por recuperar a energia do rock «à anos 80». Nota negativa teve mais uma vez a qualidade do som, demasiado estridente e sem definição nos microfones, o que muitas vezes tornou as tentativas de diálogo de Bettencourt ou Cherone em verdadeiros monólogos.

«A Portuguesa» e o inevitável «More Than Words»

Mas como a música acaba por valer mais do que as palavras, nada melhor do que puxar pelo espírito patriótico dos portugueses. O guitarrista lançou-se na interpretação acústica d'«A Portuguesa», e foi até difícil convencer a assistência a não cantar o hino para não desconcentrar Bettencourt.

A guitarra acústica em palco levou inevitavelmente aos pedidos do público feminino para que se tocasse «More Than Words», especialmente assim que Cherone se juntou ao guitarrista. Sentados em dois bancos altos, tal como no famoso videoclip a preto e branco, a dupla ainda brincou com a assistência e Nuno Bettencourt tocou os primeiros acordes de «Starway To Heaven», dos Led Zeppelin. Mas era impossível enganar alguém e a balada dos Extreme foi, como já se esperava, um dos momentos da noite, cantado em uníssono por todos.

Missão cumprida ao fim de duas horas

Até ao final, destaque ainda para o animado «Get The Funk Out» (outro dos favoritos do público) e, já no encore, «Hole Hearted» e «Mutha (Don't Wanna Go To School Today)». Com os quatro músicos bem na frente do palco, a camisola do Benfica envergada pelo baterista, o outro português, Kevin Figueiredo não passou despercebida.

A missão estava cumprida ao final de duas horas de concerto. Os fãs não terão saído desapontados com a actuação dos Extreme, que em palco «deram o litro» numa actuação cheia de energia.

O regresso a Portugal dos Extreme até pode estar para breve. Em entrevista ao IOL Música, Nuno Bettencourt disse esperar voltar a actuar no nosso país já em 2009.

Fonte: Diário IOL

quinta-feira, outubro 30, 2008

A não perder...

A história do Metal lusitano

O panorama metálico português não foi sempre prolífero como o vem sendo desde há alguns para cá. O seu início foi algo complicado e o seu desenvolvimento relativamente lento, enfrentando ainda nos dias de hoje algumas barreiras e dificuldades difíceis de ultrapassar.

O movimento metálico a nível internacional surgiu na década de 70, tendo o seu primeiro grande impulso nos finais da mesma década com a explosão do New Wave of British Heavy Metal (N.W.O.B.H.M), que tal como o nome indica teve o seu epicentro na Inglaterra, espelhando-se posteriormente a nível mundial. Na década seguinte surgem novas vagas dentro do Heavy Metal, com a Alemanha a assumir um papel de destaque, juntamente com os Estados Unidos da América onde a Bay Área de São Francisco assiste ao surgimento Thrash Metal.

No entanto, em finais da década de 70, apesar dos ventos revolucionários que ainda bafejavam, eram poucos os que em Portugal conheciam a expressão «Heavy Metal», as bandas portuguesas eram poucas e o mercado discográfico não demonstrava qualquer interesse por este estilo musical. Por outro lado afigurava-se complicado adquirir os discos das bandas mais conceituadas da altura: Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple, AC/DC, UFO, entre outras. Para tal era necessário recorrer a alfarrabistas ou às vendas postais estrangeiras.
NZZN

Nesta época de viragem de décadas ainda não se pode falar verdadeiramente num movimento nacional deste movimento cultural e musical. Dois nomes sobressaem desta altura proeminentes do chamado boom do rock português dos anos 80: NZZN e Roxigénio, pela influência que posteriormente irão ter noutros colectivos. Para muitos os NZZN são a banda pioneira do metal português, lançando mesmo um single em 1980 - "Vem Daí" - alcançando relativo sucesso e chegando ao nº 1 do top de preferências do famoso programa radiofónico "Rock em Stock".
ROXIGÉNIO

Os Roxigénio estrearam-se no Pavilhão Académico do Porto em 9 de Maio de 1980. A banda de António Garcez foi muito bem recebida, de tal forma que no final desse mesmo ano lança o seu álbum homónimo de estreia. Dessa formação faziam parte Filipe Mendes (ex-Chinchilas e Heavy Band, considerado por muitos o melhor guitarrista à época), José Aguiar no baixo e o baterista brasileiro Betto Palumbo. Cantando em inglês e explorando um som claramente heavy metal conseguem alguma exposição radiofónica e ainda actuam em Vilar de Mouros. Ainda editam um segundo disco em 1981 - "Rock 'n Roll Men" - mas algumas mudanças de formação levam ao fim pouco tempo depois.

Por esta altura e nos anos seguintes começam a surgir novas bandas. No Porto surgem os Mac-Zac (dos irmãos Paulo e Luís Barros, que viria a dar origem aos Tarantula), Xeque-Mate, Ferro & Fogo e Jarojupe. Mais a Sul, na zona de Lisboa aparecem os Valium, STS e Sepulcro. A maioria destas bandas inspira-se, um pouco como acontece por toda a Europa, no recente movimento do N.W.O.B.H.M. acabando algumas por mudar de sonoridade nos anos seguintes ou por se desintegrarem.
XEQUE MATE

A nível radiofónico destaca-se o mítico Lança Chamas de António Sérgio emitido aos Sábados à tarde. A acompanhar António Sérgio neste programa de culto estavam Paulo Fernandes e Gustavo Vidal, dois dos principais impulsionadores do programa. A Rádio Comercial tenta cortar o programa por duas vezes, mas a afluência de cartas que chega aos seus estúdios leva a direcção de programas a voltar atrás. Este programa acaba por ter uma influência significativa no desenvolvimento e divulgação deste movimento.

Um pouco por todo o país, em especial na segunda metade da década de 80, surgem rádios piratas com os seus programas de música pesada realizados por curiosos que rodavam o que por cá se fazia ou alguns discos importados ocasionalmente. Este fenómeno levou a que muitas bandas gravassem demo-tapes, muitas vezes de um só tema face às suas limitações financeiras, para que se dessem a conhecer ao público através desses programas radiofónicos.

Em 15 de Dezembro de 1984, em Santo António de Cavaleiros, realiza-se aquele que é conhecido como o primeiro festival português de Heavy Metal que contou com as participações dos Tarantula, Xeque-Mate, STS Paranoid entre outras bandas. Noutra vertente, em Lisboa a Rock Rendez Vous já albergava matinés dedicadas aos sons mais pesados, com os STS Paranoid a demonstrarem serem a banda mais popular da capital. A 4 de Outubro de 1986 realiza-se o Metal Stage, no Cine Plaza da Amadora com Cruise, Valium, Satan's Saints e STS Paranoid.

A segunda metade da década de 80 regista um aumento da actividade metálica nacional. Este crescente movimento reflecte-se no aparecimento de novas bandas e de novos fãs, no surgimento das primeiras fanzines e no surgimento de um grande número de programas radiofónicos.

Um pouco ao estilo do já citado Lança Chamas, surgem em quase todas as rádios locais um programa dedicado ao sons mais pesados, geralmente realizados por curiosos e amantes do estilo que passavam aquilo que se fazia e chegava a Portugal, e em alguns casos mesmo, material importado. Este boom de programas de rádio está intimamente ligado ao aparecimento numeroso de bandas nacionais que vêm nesses programas uma forma de divulgarem o seu som através das maquetas gravadas em estúdios ou na própria garagem onde ensaiavam.
IBÉRIA

Nesta época surgem bandas como os Ibéria, Satan's Saints, Black Cross, Cruise, Alkateya, Sepulcro que juntamente com outras como os Tão, Valium (mais tarde Casablanca), CommeRretus, W.A.D.S., Devil Across, Procyon, Vasco da Gama e Massive Roar formam já um número assinalável de agrupamentos a tocar diversos estilos de metal que vão desde o Rock FM até ao Black Metal, passando pelo Glam, Doom, Speed e Thrash Metal.

No Norte começa também a surgir um movimento com algum interesse. Os Tarantula gravam o seu primeiro álbum homónimo em 1987 e outras bandas como os Dove, Web e Metal Brains começam a destacar-se. A partir de 1987 surge também um movimento algo interessante na margem Sul do Tejo com bandas como Brainded, Thormentor e The Coven.

Das bandas referenciadas anteriormente, algumas merecem algum destaque.

Os lisboetas Alkateya, formados por Beto (ex-Sepulcro), gravaram três maquetas entre 1986 e 1990, realizando mesmo uma digressão nacional. Após o lançamento da terceira maqueta surgiu a tão ambicionada oportunidade de gravar um álbum, mas essa oportunidade acabou por não se verificar, o que levou ao fim da banda. Regressam em Junho de 2003 para uma edição de autor em CD das três demos lançadas na primeira fase da sua carreira, e Lycantropy em 2006. Entretanto, o fundador da banda - Beto - abandonou a mesma para iniciar um projecto musical a solo. Encerraram actividades novamente.
TARANTULA

Os nortenhos Tarantula, no activo desde 1981, editam o seu primeiro álbum em 1987, seguindo-se três anos depois o muito aclamado "Kingdom of Lusitânia" que quase levou a banda a assinar por uma editora estrangeira. Tal contrato não chegou a concretizar-se, acabando o mesmo por acontecer em 1999 com o álbum "Light Beyond The Dark". Pelo meio ficaram dois álbuns editados por pequenas editoras nacionais independentes, seguindo-se depois da estreia internacional "Dream Maker" e "Metalmorphosis".

Os Thormentor, pioneiros de Death Metal em Portugal liderados por Miguel Fonseca, ganham prestígio interno graças à gravação de três maquetas, chegando a editar um single em 1991 ("Dissolved in Absurd").

Em 1994 lançam o álbum "Abstact Divinity", mas problemas editoriais e de instabilidade no seio da banda precipita o fim da mesma, apesar de algumas aparições espontâneas em alguns palcos de Almada.
V12

Em 1987 surgem os V12 de Rui Fingers, Raf Maya, Paulo Ossos, Zé Paulo e Beto Garcia, que gravam imediatamente uma maqueta acolhida de uma forma muito positiva. Logo a seguir desaparecem por algum tempo, reaparecendo em 1990 com um novo vocalista e o álbum homónimo de estreia lançado pela multinacional Polygram, demonstrando o interesse que este estilo começava a despertar nas grandes editoras nacionais.
RAMP

Mesmo no final da década de 80, Rui Duarte forma em 1989 no Seixal os Ramp. A banda ainda no activo torna-se numa das mais importantes bandas do Metal lusitano, iniciando o seu percurso discográfico em 1992 com o mini-LP "Thougths" em formato CD lançado também pela Polygram. Desde essa altura até hoje a banda já deu inúmeros concertos em Portugal e alguns no estrangeiro e lançou 4 álbuns de estúdio, um duplo álbum ao vivo e preparam-se para lançar um novo trabalho.

Se os anos 80 viram surgir muitas bandas, também assistiu ao fim de outras como os Cruise, Sepulcro e Blizzard, enquanto outras prenunciavam o mesmo destino: STS Paranoid (que voltaram à activa, Satan's Saints e Devil Across.

Apesar de tudo, a partir de meados de 80 assiste-se a um desenvolvimento no espectro musical metálico, com o surgimento dos fãs-clubes que serviam de ponto de encontro para a troca de informações e gravações, funcionando a par das rádios como meio de divulgação através das fanzines aí publicadas. Por outro lado tinha-se tornado mais fácil ter acesso ao que por lá fora se fazia em matéria de Heavy Metal, com os lançamentos mais importantes a serem alvo de edição nacional.

No entanto, a década de 90 estava a chegar e com ela tudo ia mudar...

Com a chegada da década de 90, vamos assistir ao aparecimento da segunda geração do metal português, alterando significativamente o panorama nativo neste campo musical.

As maquetas e as fanzines tornam-.se mais profissionais, os programas de rádio continuam a ser emitidos um pouco por todo o território, o nosso Templo do Rock surge também nessa altura, as televisões nacionais começam a passar alguns videoclips de bandas de Metal (ainda que esporadicamente), começam a realizar-se mais espectáculos (alguns deles de grande envergadura: Metallica, Guns 'N Roses, ...), surge um novo boom de bandas nacionais e assiste-se à internacionalização do Metal nacional.

No norte do país aparecem a Rec n' Roll School, escola de música dos Tarantula responsável pela formação de muitos músicos que por consequência iria levar ao aparecimento de várias bandas. Um pouco mais tarde aparece os estúdios Rec n' Roll, local onde muitas bandas gravaram as suas maquetas ou álbuns de estreia. Esta escola e este estúdio foi criado com a intenção de permitir aos Tarantula viver da música, ao mesmo tempo que contribuiu decisivamente para o aparecimento de um forte movimento no Norte do país em especial à volta do Porto com bandas que fizeram história como os W.C. Noise, Dove, Genocide, The Fire, Gangrena, Disgorged entre outras.

Tal como já foi referido no artigo anterior, o lançamento do mini-LP "Thoughts" dos Ramp vai provocar, na opinião de muitos especialistas, uma viragem fundamental na cena metaleira nacional, com o grupo a demonstrar uma grande personalidade musical com o seu thrash metal que lhes permitiu tocar com os Sepultura no 1º Festival Heavy Metal de Santo António de Cavaleiros. Foi a primeira vez que uma banda portuguesa tocou no mesmo palco com uma estrangeira, portando-se à altura do evento. Por outro lado a afluência do público foi boa, tal como a organização num evento desta grandeza. As autoridades policiais é que ainda não estavam preparadas para este tipo de eventos, acabando por aparecer e acabar antecipadamente com aquela grande festa, situação que ocorreu noutras situações análogas na 1ª década de 90. Na opinião de Paulo Barros foi este acontecimento que tornou definitivamente as coisas mais sérias e profissionais no cenário metaleiro português.

Por esta altura começa também a mostrar-se o que por cá se faz lá fora. Os Sacred Sin tornam-se a primeira banda portuguesa a passar na MTV, no programa Headbanger's Ball, fruto do seu álbum "DarkSide". Numa vertente algo diferente, o açoriano Nuno Bettencourt, radicado nos EUA, destacava-se na banda de Hard Rock Exteme.
MOONSPELL

No entanto a primeira banda a quebrar definitivamente a barreiras nacionais foram os Moonspell. Com duas maquetas lançadas nos primeiros anos da década de 90, lançam o mini-Cd "Under the Moonspell" pela pequena editora francesa Adipocere. Praticando na altura um Black Metal com influências da música e cultura portuguesa, chamam a atenção da independente Century Media. Acabam por assinar pela editora em 1995. A estreia pela editora germânica acontece com "Wolfheart" em 1995, sendo muito bem aceite por toda a Europa, de tal forma que na festa de lançamento de "Irreligious", no Convento do Beato em 1996, regista-se uma presença maior de jornalista estrangeiros em relação aos portugueses. Depois desses dois primeiros álbuns a banda já editou mais 7 álbuns de originais e um EP, tornando-se numa das bandas europeias mais consistentes. Nestes últimos anos já fizeram várias tournés europeias e mundiais, apenas comparável a nível nacional com os Madredeus.
HEAVENWOOD

Esta internacionalização dos Moonspell permite ás outras bandas nacionais ter uma perspectiva diferente do seu mercado ao mesmo tempo que abre as portas das nossas fronteiras a outras bandas. Pouco tempo depois de os Moonspell lançarem "Wolfheart" é a vez dos Heavenwood (ex-Disgorged) assinarem um contrato de dois álbuns pela Massacre Records, uma editora alemã em crescendo na altura. O primeiro álbum "Diva" vende cerca de 10 mil cópias no mercado europeu e a imprensa internacional parece aceitar bem esta estreia. Dois anos depois, em 1998 é lançado "Swallow" com a participação de LivKristine e Kai Hansen, mas depois deste álbum vários problemas internos no seio ainda por explicar levaram ao desaparecimento da banda, com a excepção de algumas aparições esporádicas algo infelizes, nomeadamente na abertura de alguns concertos dos Moonspell no Porto e em V.N. de Gaia. Mas eis que a banda anuncia o grandioso regresso, e dez anos depois (2008) lança o excelente Redemption.
Também os Gangrena por esta altura, e após uma pequena tourné pela Europa central a promover o álbum "Infected Ideologies" são contactados pela Nuclear Blast para assinarem um contrato "que esteve em cima da mesa". No entanto, alguns membros da banda não estavam dispostos a arriscar uma carreira internacional e a partir daí, de acordo com João Santos baixista do grupo naquela altura, deixou de haver motivos para a banda continuar em actividade.

Os veteranos Tarantula acabam também por assinar por uma editora alemã - AFM Records - em 1999, editando desde então, já 3 discos, tal como já foi previamente referenciado.

Nesta primeira metade de 90 outras bandas se destacam como Decayed, Malevolence, Inhuman, In solitude, Fallen Seasons, Desire, The Temple, Morbid Death, Incógnita, entre outras.

O fenómeno das bandas estava agora espalhado por todo o Portugal continental e ilhas. Destas bandas umas terminaram ao fim do seu primeiro ou segundo álbum, outras continuaram pela década em diante, continuando algumas a sua actividade no século XXI.
FORGOTTEN SUNS

Para o final da década aparece uma nova vaga de bandas mais próximas do heavy metal tradicional que por esta altura regista um renascimento criativo e público na Europa. Nesta vaga destacam-se os barcelenses Oratory, Evidence, Forgotten Suns (numa vertente mais progressiva) e os açorianos Classic Rage. Na área do Black Metal o destaque vai para os Sirius, mas o final prematuro da banda não permitiu o sucesso internacional que o seu álbum de estreia prometia.

Numa outra vertente, assiste-se à realização de espectáculos em espaços mais diversificados. Entre os vários locais destaque para o Hard Club, inaugurado em 2000, no cais de V.N. Gaia e o Paradise Garage em Lisboa que acabam por substituir o mítico Dramático de Cascais.

Com a entrada do novo milénio constata-se um extremar dos sons nacionais mais pesados. Os novos sons que vieram dos EUA e influenciaram a Europa acabaram por chegar também a Portugal reflectidos em bandas como Mofo, Clinger, Anger (já extintos) ou Mindlock. A par destas novas bandas, muitas da década anterior e algumas da década de 80 continuam no activo ou regressaram.

Por outro lado continuaram a ser editados todos os anos vários álbuns por editora pequenas ou por edições de autor mostrando uma crescente profissionalização deste meio apesar das dificuldades com que ainda se depara, mas dando garantias de que o futuro do Metal em Portugal não está em causa.


Fonte: http://metalurgiasonora.blogs.sapo.pt
Pequenas correcções e actualização: Carlos Santos

quarta-feira, outubro 29, 2008

FAITHFULL - Entrevista a Sérgio Sabino


Os Faithfull são das poucas bandas portuguesas de Hard Rock, um estilo musical sem grandes tradições no nosso país. Recentemente lançaram o seu segundo disco de originais Horizons pela editora norte-americana Perris Records, começando a despertar a atenção dos fãs japoneses e de algumas rádios espalhadas pelos EUA e Europa. Para tentar saber um pouco mais acerca desta banda entrevistamos Sérgio Sabino, vocalista do grupo.



O que vos levou a formar uma banda de Hard Rock num país onde este estilo musical não tem grandes tradições?

Sabino: Acima de tudo a paixão pela música e por um estilo com o qual crescemos e que nos fez sonhar um dia ter uma banda. Estes são motivos mais que suficientes para a existência dos Faithfull num país sem grandes tradições no Hard Rock.


Este é já o vosso segundo disco, que diferenças existem entre os dois trabalhos entretanto editados?

Sabino: Com o passar do tempo todos nós passamos por diversas situações nas nossas vidas que nos ajudam a evoluir e a encarar as coisas de outra forma. Numa banda essa mudança de visão é transmitida através dos temas que compõe, tendo acontecido isso na passagem do álbum Light This City para o recente Horizons, tanto nas músicas como nas letras. A nível instrumental pode dizer-se que no primeiro os teclados estão mais presentes, enquanto que o segundo segue uma linha onde se destaca mais a guitarra.


O vosso primeiro trabalho, Ligth This City, foi editado em 2003. Cinco anos é muito tempo de intervalo para um novo álbum. Quais as razões deste hiato?

Sabino: A editora espanhola Vinny Records que editou esse trabalho faliu pouco tempo depois do seu lançamento. Isso bloqueou muito daquilo que necessita um álbum para ser bem promovido e divulgado. Cancelou ainda os planos para a gravação de álbuns futuros de acordo com o nosso contrato. Tudo isto provocou-nos uma enorme frustração e andámos um pouco à deriva a pensar o que fazer no futuro e como financiar o que viria a ser o Horizons.


Como está a ser a recepção a Horizons, o vosso mais recente trabalho de originais?

Sabino: Até agora temos recebido críticas muito positivas tanto dos media como dos fãs. O álbum atingiu em Julho o 3º lugar no top dos álbuns mais importados no Japão e isso deixa-nos cheios de esperanças para o futuro. Várias rádios nos EUA, Espanha, Alemanha, etc. têm alguns dos temas em air-play e isso acrescenta algum optimismo.


Que temas se destacam neste novo disco?

Sabino: Se "se estiver numa onda" de ouvir algo mais calmo, Horizons tem duas baladas: Who’s The Face e You Walked Away; Save The Clowns, Do You Give A Damn e The Best Of Me demonstram a nossa vertente Hard ‘N’ Heavy; Time Flies e Never Came Today seguem a nossa veia Melodic Rock. Resumindo, todo o álbum é uma mistura de subgéneros do rock.


Vai haver a possibilidade de ver estes novos temas ao vivo?

Sabino: Apresentámos recentemente o álbum no Hard Rock Cafe em Lisboa e já temos alguns concertos agendados para breve. Poderão seguir o nosso “rasto” em www.faithfull-band.com.


Quais são os objectivos da banda em termos de mercado? O interesse que o mercado japonês está a demonstrar poderá levar os Faithfull a apostar mais seriamente nesse país?

Sabino: O objectivo de qualquer banda é conseguir divulgar ao máximo o seu trabalho e chegar ao maior número de pessoas. De facto o Japão tem sido um dos países onde os Faithfull têm tido mais receptividade por parte dos fãs. O Light This City atingiu o 11º lugar do top de Rock/Hard Rock/Heavy Metal e o Horizons começa agora a dar sinal de semelhante sucesso. Talvez o nosso futuro passe por uma tour do outro lado do planeta.


Como surgiu a oportunidade de assinarem pela Perris Records?

Sabino: Após o nosso período à deriva decidimos gravar alguns temas que formaram um EP para apresentar às editoras. A Perris Records foi uma das que recebeu o nosso trabalho e propôs a edição de um álbum. Essa proposta despoletou a nossa ida novamente para estúdio e finalmente o lançamento do Horizons.


Quais as maiores influências dos Faithfull durante o processo de composição?

Sabino: A nível literário posso dizer que qualquer situação da minha vida pode dar origem a uma letra. Um livro, um filme também são muitas vezes matéria-prima para fazer deslizar a caneta.


Que comentários te merecem o regresso de algumas bandas de Glam/Hard Rock que fizerem sucesso nos finais da década de 80, inícios de 90?

Sabino: Fico muito feliz por ver as bandas com quem cresci a renascerem, no entanto, e muito honestamente, não penso que isso signifique um impulso às novas bandas do género a projectarem-se. Isto porque as poucas editoras independentes que apostam no Hard Rock nos dias de hoje viram a sua atenção para as bandas já famosas, pois essas dão maiores garantias de rentabilidade. Como negócio é compreensível...


Algum destes regressos merece o teu destaque?

Sabino: Recentemente tive o prazer de assistir ao vivo ao revivalismo do Operation Mind Crime dos Queensryche, e isso para mim foi fantástico. Tenho conhecimento que também um dos meus vocalistas preferidos, Steve Perry (ex-vocalista de Journey), está a gravar um novo trabalho, o que me deixa ansioso e feliz por saber que um enorme talento se ergue novamente.


Em relação ao panorama musical nacional, que avaliação fazes no cômputo geral?

Sabino: Muito honestamente estou muito desligado do que se faz por cá. As únicas coisas que conheço é aquilo que ouço quando sou obrigado a ouvir rádio em determinado local ou quando pratico zapping pelos “programas maravilha” da TV portuguesa, por isso abstenho-me de comentar.

Fonte: http://metalurgiasonora.blogs.sapo.pt

quarta-feira, outubro 22, 2008

Notícia Bombástica!!! JUDAS PRIEST, MEGADETH & TESTAMENT juntos em Portugal!!!


Já é oficial, a Priest Feast, vai passar pelo nosso país, trazendo juntos, nada mais do que três das maiores bandas metálicas de sempre: JUDAS PRIEST, MEGADETH & TESTAMENT!!!

O espectáculo está marcado para o dia 17 de Março de 2009 no Pavilhão Atlântico em Lisboa.

http://judaspriest.com/tour/